MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
14/11/2013
MATÉRIA: BRASIL GAME SHOW 2013
 
 
Brasil Game Show 2013
 
 
RetroN 5
 
 
Batman: Arkham Origins
 
 
 
 
 
 
 


Mesmo com impostos altos, o mercado de games no Brasil mostra que o público nacional não quer ficar atrasado comparado com o restante do mundo.

Depois de investimentos em educação, tecnologia, infraestrutura, a Coreia do Sul organizou uma mão de obra especializada principalmente em tecnologia. Hoje, merecidamente fatura só no mercado de games mais de seis bilhões de dólares. Mesmo não falando português, arranhando no inglês, os sul-coreanos não perderam tempo, e estavam presentes no Brasil Game Show, evento que aconteceu em São Paulo, durante os dias 26 e 29 de outubro.

No entanto, quando o assunto é marketing, visão de mercado e estratégia, os norte-americanos e japoneses são extremamente agressivos quando desejam vender gelo no Alasca, mas quem ganha nessa disputa é o consumidor. É claro que existem representantes de vários países muito bem organizados na feira, mas no próprio evento é possível perceber que quem saiu na frente acaba sempre levando muito mais vantagens, porque conquista um público fiel.

Neste evento de games várias empresas estiveram de olho no público que gosta deste mercado. Escolas que oferecem cursos para criar games, empresas que vendem tablets resistentes e com velocidade, acessórios de computador para jogadores profissionais, novas plataformas de games com conexão com o computador, mouse com dezenas de botões para facilitar bombardeios aéreos, teclados coloridos e resistentes para uma guerra virtual, lançamentos de novos games com uma resolução impressionante, que faz o jogador se sentir um técnico comandando Messi, Neymar e amigos. Também estiveram empresas nacionais e estrangeiras famintas por novos clientes. Até empresas buscando reconquistar o mercado nostálgico de jogos antigos que parecia perdido, mas que ainda tem muito público. Um exemplo desta reciclagem de mercado de jogos é o game RetroN 5, da Hyperkin, que promete uma incrível viagem ao passado sendo uma plataforma de vários consoles em um só aparelho: Mega Drive, Master System, NES, SNES, Famicom, Super Famicom e até Gameboy  para alegria de muitas viúvas e viúvos dos eternos e carismáticos Mario Bros. e Sonic.

Ninguém quer perder terreno neste mercado de jogos. Lojas Americanas e Siciliano com os seus enormes estandes ofereceram jogos, livros, DVDs e qualquer produto relacionado com o mundo nerd.  Até a Copag, fabricante de baralhos está investindo no mundo dos super-heróis, licenciando um cardgame com o sucesso do filme Thor: O Mundo Sombrio, que adapta o famoso personagem da Marvel Comics. A empresa nacional Galápagos também investiu em jogos de cartas ao estilo RPG, mas preferiu resgatar jogos de humor de Steve Jackson sem precisar de energia elétrica. O importante é focar no público exigente no evento, que não é viciado em tecnologia, mas em conhecimento. Só que o público do Brasil Game Show é exigente na qualidade e preço, e muitos empresários perceberam que o mercado é generoso, mas também para sobreviver é necessário fazer parceria.

A empresa Hoplon investiu pesado no licenciamento de games gratuitos e, buscando novos clientes, fez uma parceria com os humoristas do Mundo Canibal para lançar um jogo durante o evento. De acordo com o humorista e desenhista Piologo, o Mundo Canibal promete um game interativo, engraçado e principalmente buscando novos licenciamentos no futuro. Outra que fez parceria foi a empresa dinamarquesa Kogama, que criou jogos gratuitos que incentivam a criatividade. Para entrar no mercado nacional, os dinamarqueses fizeram uma parceria com a empresa brasileira Click Jogos, pioneira no segmento de games gratuitos na internet, e que já está consolidada no país. Durante o evento foi possível perceber uma quantidade abrangente de parcerias para conquistar um público exigente, mas generoso quando gosta de um produto. Parece que quem estiver sozinho vai acabar morrendo na praia neste setor tão competitivo.

- Disputa de gigantes e o cenário nacional de games
É possível observar que a briga de gigantes entre Playstation 4 e Xbox promete esquentar. São os dois que devem disputar o mercado brasileiro e internacional de games de alta resolução. Foram os dois que atraíram muitos jornalistas em qualquer demonstração por mais simples que fosse de algum jogo. O alto preço do Playstation 4 não inibiu a curiosidade dos jornalistas e convidados no evento, porque o catálogo de jogos variados promete horas  de  diversão. Sem perder tempo, a Microsoft deverá fabricar o Xbox no Brasil, com o objetivo de oferecer um preço mais baixo. Os jogos Batman: Arkham Origins, Fifa 14, Gran Turismo 6, GTA, Battlefield 4 e outras superproduções foram grandes atrações do evento, e de certa forma mostram o poder de guerra em busca de novos jogadores. 

A indústria mundial dos Games já ultrapassou em faturamento a indústria do cinema. O mercado de games é uma oportunidade gigantesca para empresas de todos os tamanhos do setor de tecnologia para entretenimento. Países que perceberam o potencial deste mercado e souberam investir conquistaram lucros exorbitantes.

O Brasil Game Show está cada vez mais bem organizado, com atendimento excelente, melhorando desde o ano passado, mas seria interessante incentivar mais pequenos empresários de games nacionais no evento do ano que vem. Neste mercado de games, empresas estrangeiras descobriram que aqui é uma mina de ouro, apesar de tantos desafios para manter um público fiel e consumindo cada vez mais.  

É uma pena que não existam políticas governamentais brasileiras de incentivo a produção de games nacionais, porque estão mais preocupadas com a faixa indicativa dos jogos que arremessam sangue na TV, e que são divertidos. Também não existe nem política de investimentos para atrair de forma significativa empresas de games estrangeiras no Brasil.

Na atualidade, o mercado de games do Brasil é promissor porque existe mercado consumidor nacional faminto que não deseja ficar desatualizado com o resto do planeta Terra (nós não somos a sétima economia do planeta?!). O poder aquisitivo da população brasileira melhorou, mas o nosso país pode conseguir voar muito mais alto neste setor de games que tanto promete agregar na geração de empregos.

Veja também:
- Galeria com mais de 50 imagens do evento
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