MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
18/11/2010
REVIEW - LIVRO: ANNO DRACULA
 
 
Anno Dracula
 
 
 
 
 
 
 
 



Recentemente foi lançado no Brasil mais um volume de A Liga Extraordinária, série de quadrinhos criada e escrita por Alan Moore, onde o aclamado autor mistura inúmeros personagens e referências literárias e também algumas cinematográficas. E foi justamente esse elemento que primeiramente chamou a atenção do público.

Porém, a Liga Extraordinária está longe de ser original com esse conceito. Em 1992, Kim Newman escreveu Anno Dracula, livro que chegou somente no ano passado ao Brasil, pela Editora Aleph. A trama, criada bem antes da Liga, é composta por personagens de livros, filmes, seriados e até alguns baseados em pessoas reais.

A história mostra Drácula como Príncipe Consorte da Inglaterra. Nesta posição, o vampiro não apenas garantiu o domínio de boa parte da Europa, como espalhou o vampirismo pelo mundo, colocando suas criaturas noturnas no comando sempre que possível. Claro, num mundo lotado de vampiros, existirão aqueles que preferem combatê-los ao invés de se unir a eles.

E é aí que Newman começa a tecer uma trama bem intrincada, inserindo os assassinatos de Jack, o Estripador. No mundo de Anno Dracula, Jack usa um bisturi de prata para matar prostitutas vampiras. Suas ações colocam a comunidade vampira em pânico, elevando ainda mais as hostilidades entre os “quentes”, como são chamados os vivos, e os vampiros.

Ao escolher, por a cada capítulo inicial, apresentar um novo personagem, Newman acaba deixando o livro um tanto cansativo e lento no começo, mas logo a trama pega ritmo, sendo impulsionada por participações ou simples menções a personagens de clássicos como Nosferatu, Cavaleiro Solitário, As Minas do Rei Salomão, A Dança dos Vampiros, O Médico e o Monstro, A Ilha do Dr. Moreau, Fu Manchu, Sherlock Holmes, A Hora do Vampiro, Dark Shadows, O Agente da UNCLE, O Homem Invisível, Entrevista com o Vampiro, entre vários outros , incluindo o resgate de alguns elementos de trabalhos anteriores do próprio Newman, caso da vampira Geneviève Dieudonné, uma das protagonistas.

O modo como tudo se interliga pouco a pouco só não é mais envolvente do que a diversão em identificar de onde cada elemento vem.  Conforme a leitura segue e os acontecimentos se desenvolvem, a trama vai ficando mais e mais dinâmica, culminando numa conclusão que chega até a surpreender por sua rapidez.

Leitura das mais prazerosas, Anno Dracula tem em sua versão nacional um útil guia de personagens, afinal alguns presentes são praticamente desconhecidos no Brasil. Ao final da leitura, é impossível não ficar com gosto de quero mais, até porque o final é bastante aberto. Então fica a torcida para que a Aleph publique por aqui as duas continuações da obra: The Bloody Red Baron (que se passa durante a 1ª Guerra Mundial) e Dracula Cha Cha Cha (cuja história começa em 1959), onde Newman expande ainda mais seu mundo, incluindo elementos que vão de A Família Addams a Hellraiser.

Anno Dracula - Tradução de Susana Alexandria -  376 páginas - formato 16 x 23 cm - R$ 49,90 - Editora Aleph.


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