MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
09/07/2010
REVIEW - CINEMA: SHREK PARA SEMPRE
 
 
Shrek Para Sempre
 
 
 
 
 
 
 
 
 


O ogro Shrek já foi o maior sucesso da DreamWorks. Seus dois primeiros filmes, além de arrecadarem milhões ao redor do mundo, apresentavam histórias divertidas, ótimos personagens e ainda tiravam sarro de todos os clichês das tradicionais animações cinematográficas.

Mas aí veio  Shrek Terceiro e o especial de Natal para a TV, duas produções que aparentemente ignoraram a faceta satírica de Shrek, se tornando tão ou até mais pedantes do que as animações que a franquia antes tirava sarro.

Isso afetou o desenvolvimento da franquia. O filme do Gato de Botas só agora está perto de ser realizado, mesmo sendo anunciado desde a estreia do personagem no segundo filme de Shrek. Antes planejada para durar cinco filmes (como foi afirmado pela DreamWorks diversas vezes no decorrer dos anos), agora a franquia se encerra com o quarto filme, que acaba de chegar aos cinemas: Shrek Para Sempre (Shrek Forever After, que recentemente também foi chamado nos EUA de Shrek: The Final Chapter).

A trama insiste num elemento que vem se repetindo desde o segundo filme. Shrek cada vez mais está de saco cheio de sua vida “normal”, de seus deveres com a família e da sua fama de bom moço, sentindo muitas saudades do tempo em que podia ser um ogro tradicional, assustando e aterrorizando a todos, fazendo o que lhe desse na telha sem dever explicações a ninguém.

Embora a ideia possa ser interpretada como um modo de abordar a crise da meia idade, a verdade é que este parece ter sido sempre o tema principal nas aventuras de Shrek, tornando as reações do personagem extremamente repetitivas. Desta vez, Shrek (voz de Mike Myers) estoura durante a festa de aniversário de seus filhos, brigando com Fiona (Cameron Diaz). Desiludido, Shrek acaba fazendo um acordo com o duende Rumpelstiltskin (Walt Dohrn).

O acordo parece simples: Shrek poderá ser o ogro que deseja nunca deixar de ter sido por apenas um dia e, em troca, o duende pega um dia da infância de Shrek. Só que Rumpelstiltskin pega o dia do nascimento de Shrek, assim, ele na verdade nunca nasceu e todo o mundo é alterado: Rumpelstiltskin é o rei de Tão Tão Distante, Fiona ainda está sob sua maldição e comanda um exército de ogros que resistem à perseguição do duende, que quer se precaver quanto ao iminente retorno de Shrek. O Burro (Eddie Murphy) nunca conheceu Shrek e o Gato de Botas (Antonio Banderas) está gordo e relaxado.

O uso de uma realidade alternativa demonstra que os envolvidos não conseguiram criar uma trama que desenvolvesse os personagens, que desse prosseguimento aos eventos já estabelecidos, optando então pela saída fácil, uma que permite fazer o que bem entenderem, mesmo que não aproveitem a oportunidade tão bem assim, não ousando tanto quanto poderiam.

Tendo apenas um dia para reverter a situação, Shrek deve contatar seus aliados e reconquistar Fiona, pois, assim como na maldição da moça, só o beijo do verdadeiro amor pode cancelar o contrato de Shrek com Rumpelstiltskin.

Sendo a primeira animação de Shrek a ser lançada em 3D, a produção usa e abusa do recurso com bons ângulos, principalmente nas cenas de voo, que são muitas, graças não só à dragão de sempre, mas também ao exército de bruxas de Rumpelstiltskin.

Porém, Shrek Para Sempre não fecha a saga com chave de ouro. Longe de ser tão fraco como Shrek Terceiro, que foi quase insuportável, este novo filme é ainda assim falho. Ainda é bastante engraçado, mas perde principalmente no envolvimento dos coadjuvantes, que aparecem muito pouco, já que a história mais do que nunca gira em torno do próprio Shrek. O Gato de Botas é o único que brilha um pouco e, provavelmente, apenas porque seu filme solo está em produção.

Embora alguns dos ogros do exército de Fiona sejam divertidos, entre os novos personagens somente Rumpelstiltskin se sobressai, sendo bastante engraçado em suas diversas mudanças de humor. E há a vitória do Brasil, cuja dublagem está muito boa, com vozes competentes, nunca destoando do tom do personagem. Verdade seja dita, algumas cenas provavelmente não devem ter a mesma graça com as vozes originais.

A franquia sem dúvida poderia ter um desfecho melhor e mais empolgante, mas este quarto filme ao menos ainda é bem divertido (não tanto quanto as duas primeiras produções) e consegue nos ajudar a esquecer o péssimo capítulo anterior.

Vozes originais: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, Walt Dohrn. Roteiro: Josh Klausner e Darren Lemke. Direção: Mike Mitchell.

Veja também:
Galeria de Imagens de Shrek Para Sempre

Notícias sobre Shrek

  facebook


 


 

Seções
HQ Maniacs
Redes Sociais
HQ Maniacs - Todas as marcas e denominações comerciais apresentadas neste site são registradas e/ou de propriedade de seus respectivos titulares e estão sendo usadas somente para divulgação. :: HQ Maniacs - fundado em 19.08.2001 :: Brasil