MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
20/05/2010
ENTREVISTA: DANILO BEYRUTH
 
 
Necronauta - Volume 1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias
 
 
O Necronauta em ação!
 
 
Arte para MSP+50
 
 
 
 
 
 
 


O Necronauta é um personagem que nasceu para fazer sucesso e que foi crescendo a olhos vistos. Começou timidamente, na forma de um fanzine e, já a partir da quinta edição, o herói ganhou uma revista independente, lançada pelo próprio autor. Já a sexta história, foi escolhida para ser publicada na antologia Popgun, lançada pela editora norte-americana Image Comics, em uma HQ totalmente colorida. A sétima aventura foi direto para os quadrinhos digitais para celular. Conheça um pouco mais do talento nato de Danilo Beyruth, o criador do salva-vidas dos mortos. 

HQM: Danilo, como você começou nos quadrinhos?
Danilo Beyruth: Em 2006, eu finalmente resolvi tentar fazer quadrinhos a sério. Comecei um curso por correspondência da escola de arte do Joe Kubert. Depois desenhei uma HQ de 20 páginas chamada Evil King, parte de uma série maior que um dia pretendo retomar. Logo em seguida surgiu um convite para participar de uma antologia americana, a Jesus Hates Zombies, na qual contribui com uma história de cinco páginas, com roteiro de Stephen Lindsay. Logo depois, em 2007, fiz o primeiro Necronauta e dai em diante tenho produzido regularmente.

HQM: Como se deu a criação do Necronauta?
Danilo: Primeiro tive a ideia de criar um personagem que viajasse pelo tempo, um Chrononauta, mas como isso ia exigir muita pesquisa acabei abandonando o conceito. Ainda com essa ideia na cabeça, fiz um esboço do personagem, já bem parecido com o que acabou se tornando o Necronauta. Comecei a desenvolver o universo onde ele habita, que tipo de personagem ele encontraria nesse universo e as ideias começaram a vir sozinhas.

HQM: Quando você lançou o primeiro fanzine, como foi a repercussão? Me lembro bem, quando vi pela primeira vez, que fiquei bastante impressionado com a qualidade da arte e dos roteiros.
Danilo: Na época, houve muito pouca repercussão. Nas lojas onde distribui, me diziam que o pessoal estava gostando, mas demorou para eu começar a receber comentários no meu blog de pessoas que tinham comprado o zine. Mas quem comentava, era porque tinha gostado e se surpreendido com a qualidade.

HQM: Como é trabalhar com artistas convidados? Teremos mais autores nas próximas histórias do personagem? Ou pensa em desenvolver mais sozinho?
Danilo: Gosto muito de trabalhar com gente que eu conheço, que tem um gosto parecido com o meu e em quem eu confio. Você sempre acaba se surpreendendo com o que recebe. Mas, hoje em dia, estou empolgado com a parte de escrever e acho que, para os próximos Necronautas, vou fazer todo o trabalho, texto e arte. Existe a possibilidade, ainda distante, de trabalhar com um roteirista mais velho que eu adimiro em uma HQ curta do Necronauta, mas por enquanto é só uma conjectura, sem nenhuma confirmação.

HQM: Você me disse uma vez que tem todo o universo do Necronauta em sua cabeça. Você irá contar essas histórias um dia?
Danilo: Sim, o universo do Necronauta é como um personagem da história, e pretendo ir revelando detalhes em HQs futuras, mas conforme a história pedir, para não ficar muito “didático” e forçado.

HQM: Quais são suas influências de traço? Você tem um traço bastante clássico, lembrando grandes artistas de quadrinhos da década de 1970. Já te disseram isso?
Danilo: Já falaram sim. Como influência posso dizer que tenho o elenco clássico da revista Mad, além de Richard Corben, Jack Kirby, Alex Toth, Milton Caniff, F de Felipe, Jordi Bernet, Ortiz, John Byrne e Guy Davis, para citar alguns. Já me disseram que acham meu traço parecido com os dos desenhistas italianos de faroeste. Acho que o fato de usar o pincel influencia muito.

HQM: Quais são seus outros trabalhos? Do que se trata Bando de Dois, que você irá publicar pela Zarabatana?
Danilo: Fiz uma HQ de cinco páginas para um personagem de humor que ainda não saiu, participei da Inkshot (ainda inédito) com uma outra HQ de cinco páginas com a qual fiquei muito satisfeito e que deve sair nos EUA ainda este ano. O Bando de Dois, álbum patrocinado com o apoio do ProAC, que deve sair nos próximos meses, é uma HQ sobre os últimos dois sobreviventes de um bando de cangaceiros que foi emboscado por policiais e decide se vingar. É um western no nordeste, um nordestern.

HQM: Fora Necronauta e Bando de Dois, você tem mais algum trabalho autoral?
Danilo: Tenho vários projetos em desenvolvimento. Vou anotando todas as ideias que me aparecem e as cozinhando com o tempo. Mas nada disso está em produção ainda.

HQM: Você já participou de histórias de outros personagens? Você me disse que foi convidado para participar do segundo volume do especial do Mauricio de Sousa, o MSP 50. O que achou do convite? Pode nos adiantar algum detalhe do que irá preparar?
Danilo:
Já participei da antologia Jesus Hates Zombies, onde Jesus Cristo volta à Terra para combater a infestação de zumbis que se espalha pelo mundo. E fiz também uma HQ de cinco páginas para Ham & Eggs, não publicada, sobre um porco detetive.

Fiquei muito honrado pelo convite para participar do MSP+50. Acho que esse projeto vai expor para o grande público vários talentos do circuito underground brasileiro que muita gente ainda não conhece. Não posso falar muito sobre a história que eu fiz, mas podem ficar seguros que os personagens ficaram bem diferentes. Basicamente, eu os recriei no meu estilo.

HQM: Como se deu o lançamento do Necronauta pela HQM Editora? Está satisfeito com o lançamento? Quando teremos um segundo volume?
Danilo: Estou muito feliz em poder dizer que hoje eu tenho uma revista sendo vendida em bancas de jornal. Acho importante quando um autor nacional recebe reconhecimento lá fora, mas é também muito legal saber que existe espaço para crescer aqui dentro também. Quanto a um segundo volume, está definitivamente nos planos, mas ainda sem data. Já tenho um roteiro em mente, mas só vou trabalhar nisso depois de ter entregue os outros projetos.

HQM: Como foi o convite para publicar a sexta história do personagem, a primeira colorida, na antologia Popgun, da Image Comics?
Danilo: O editor da Popgun na época, o Mark Andrew Smith, conheceu meu trabalho por um fórum da Image. Na época, eu estava terminando o Necronauta #5 e já estava pensando no que ia fazer depois. Ele fez o convite e eu aproveitei pra publicar a primeira HQ colorida do personagem.

HQM: A sétima história, publicada pela Oi Quadrinhos, fará parte do segundo volume?
Danilo: Provavelmente, sim. A minha obrigação com exclusividade para a Oi está para acabar.

HQM: Tem algum recado para a galera que curte o seu trabalho? E para quem está começando?
Danilo: Muito obrigado a todos que têm acompanhado o meu trabalho, e podem ficar de olho que vem muito mais por ai. Para quem está começando, a dica é não desistir nunca e trabalhar até quando não se está com vontade. 10% inspiração e 90% transpiração.

Para conhecer mais sobre os trabalhos de Danilo Beyruth, acesse seu blog no endereço www.evilking.net.

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