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18/08/2009
REVIEW - DVD: MULHER-MARAVILHA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



A diretora e artista de storyboards Lauren Montgomery vem realizando diversos trabalhos em animações derivadas de HQs, tais como A Morte do Superman, Hulk Vs., Legião dos Super-Heróis e a recém-lançada Lanterna Verde: Primeiro Voo, mas foi em outro longa-metragem animado que ela conseguiu provar que toda Hollywood está errada.

Depois do fracasso dos filmes do game Tomb Raider, estrelados por Angelina Jolie, entre vários outros casos, se criou o tabu de que nenhum filme de ação estrelado por uma mulher dá certo. Claro, os filmes de Tomb Raider são mesmo terrivelmente ruins, mas nem por isso se deve condenar todos por conta de dois – até parece que ninguém lembra do sucesso da quadrilogia Alien, estrelada por Sigourney Weaver.

Embora tenha sido lançado diretamente em DVD, o longa animado Mulher-Maravilha é uma feliz exceção à regra, pois Montgomery consegue comandar uma aventura cheia de ação, com boas caracterizações e uma trama quase sem defeitos.

No desenho, a heroína tem a voz de Keri Russell (do seriado Felicity), tendo toda sua origem recontada. O roteiro criado por Gail Simone (que atualmente também escreve a revista mensal da amazona) e Michael Jelenic pega muitos elementos dos quadrinhos, criando algumas novas situações, culminando em uma das melhores origens da Mulher-Maravilha.

Se na origem contada por George Pérez nos anos 1980 as amazonas haviam sido tiranizadas por Hércules (ou Herácles, dependendo da versão usada), na animação temos um real vilão neste papel: o Deus da Guerra Ares (Alfred Molina, o Dr. Octopus de Homem-Aranha 2). E isso também contribuiu para uma boa história de fundo que desenvolve melhor os motivos para a Rainha Hipólita (Virginia Madsen) se afastar do mundo dos homens.

A origem da Mulher-Maravilha em si se mantém basicamente intacta: moldada do barro por sua mãe, ganha vida graças aos deuses do Olimpo. Depois que o piloto Steve Trevor (Nathan Fillion) cai na ilha de Themyscira, lar das amazonas, um campeonato é realizado para decidir quem levará o homem de volta ao seu lar. A Princesa Diana participa do campeonato disfarçada, contrariando a vontade de sua mãe, acabando por assim se tornar a Mulher-Maravilha, que tem ainda a missão de deter a ascensão de Ares no mundo dos homens.

Uma das melhores jogadas do filme é investir bastante no humor, quase sempre nas figuras de Trevor e Ártemis (Rosario Dawson), o primeiro um conquistador que leva fora atrás de fora de Diana, e a segunda uma amazona (que nos quadrinhos chegou a substituir Diana no papel de Mulher-Maravilha) com o cinismo à flor da pele. As diferenças entre os costumes dos homens e das amazonas também rendem situações hilárias, que ajudam a abafar o que poderia se tornar um discurso feminista exagerado.

Mas o que realmente chama a atenção são as cenas de ação, bem dinâmicas e em alguns casos violentas, com direito até a decapitações. O único defeito de Mulher-Maravilha parece ser sua curta duração, o que prejudica a composição da história, já que algumas coisas acontecem rápido demais, sem grandes explicações. De qualquer modo, se a versão para os cinemas da heroína seguir o ritmo deste desenho, já estará bem encaminhada.

Elenco: Keri Russell, Nathan Fillon, Alfred Molina, Virginia Madsen, Rosario Dawson. Roteiro: Michael Jelenic, William M. Marston, Gail Simone. Direção: Lauren Montgomery.

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