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16/01/2009
REVIEW - CINEMA: O CORAJOSO RATINHO DESPEREAUX
 
 
O Corajoso Ratinho Despereaux
 
 
 
 
 
 
 
 



Acaba de chegar aos cinemas brasileiros a animação O Corajoso Ratinho Despereaux (The Tale of Despereaux), baseada no livro A História de Despereaux, de Kate DiCamillo.

Dirigido por Sam Fell e Robert Stevenhagen, o filme reuniu um elenco de vozes dos mais estrelados, que inclui Matthew Broderick, Dustin Hoffman, Emma Watson, Christopher Lloyd, Kevin Kline, Stanley Tucci e narração de Sigourney Weaver. Infelizmente, tais talentos não poderão ser conferidos no Brasil, já que por aqui só serão distribuídas cópias dubladas.

A trama se inicia não com Despereaux (Broderick), o personagem-título, mas sim com o marinheiro e ratazana Roscuro (Hoffman) que, em visita ao reino de Dor, causa sem querer grandes problemas, que se estendem por anos, afetando tanto humanos quanto ratos.

Eis que entra Despereaux, um ratinho baixinho e orelhudo, cujo maior defeito, de acordo com todos os outros ratos, é sua coragem. Na sociedade em que vive, o medo é um alicerce. Todos os ratos devem temer por suas vidas, temer humanos e gatos, temer serem diferentes. Mas Despereaux desafia todas as regras, ficando amigo da princesa humana Pea (Watson). Punido e banido por isso, o ratinho logo conhece Roscuro.

Os dois ficam amigos e Roscuro tem assim a chance de consertar o erro do passado, não sem antes cometer alguns novos que podem ser até mais terríveis. É claro que a isso se juntam outras subtramas.

A composição e movimentação da animação é de uma qualidade simplesmente impressionante, contudo, indo na contramão dos desenhos recentes, que sempre se preocupam em agradar adultos e crianças, O Corajoso Ratinho Despereaux mira apenas no público infantil (alguns diriam até que ainda mais no público infantil feminino), o que explica a decisão de distribuir apenas cópias dubladas. Até mesmo cenas de ação estão em menor número do que o esperado, fazendo do filme de fato o que a divulgação afirma: uma fábula moderna (embora nem tanto).

Ao contrário da maioria das vezes, a dublagem feita no Brasil é de boa qualidade. A bem da verdade, alguns personagens têm vozes que combinam tanto, que muitos podem estranhar se ouvirem a voz original. O caso mais notável é o da criada caipira que tem todo o sotaque e modo de falar peculiar necessário à personagem.

Bem ao estilo dos antigos filmes da Disney, são passadas as boas mensagens de camaradagem, coragem e tolerância, mais um item que ajuda a mostrar que o filme é de fato mais direcionado do que o normal para as crianças.

E com certeza as crianças adorarão, embora a falta de empatia com os adultos muito provavelmente deva afetar a bilheteria. Se você conseguir colocar sua idade de lado (o que ajudaria também a ignorar o fato do nome de Roscuro não estar no título, mesmo ele aparecendo talvez mais do que o protagonista) ainda é uma ótima diversão.

Elenco: Matthew Broderick, Dustin Hoffman, Christopher Lloyd, Sigourney Weaver, Emma Watson, Kevin Kline, Stanley Tucci, Tracey Ullman, Frank Langella. Roteiro: Gary Ross. Direção: Sam Fell, Robert Stevenhagen.

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