MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
29/09/2008
COLUNA - SPOILER EUA: UNCANNY X-MEN #500, FX, DREAMWAR, LAST WILL AND TESTAMENT
 
 
Uncanny X-Men #500
 
 
 
 
DC/Wildstorm: Dreamwar #6
 
 
 
 
FX #6
 
 
 
 
 
 
DC Universe: Last Will and Testament
 



Bem-vindo à Spoiler EUA, a nova coluna do HQ Maniacs que traz resenhas das mais recentes novidades lançadas no mercado estadunidense nos últimos meses. Mas atenção! Não são somente indicações do que é bom ou ruim do mercado norte-americano que constituem esta coluna. Aqui o leitor encontrará diversos spoilers sobre grandes acontecimentos e fatos ainda não ocorridos no Brasil como mortes, ressurreições e muito mais. Então, se não quer ter algumas surpresas estragadas, recomendamos que pare a leitura por aqui. Depois não diga que não avisamos...

UNCANNY X-MEN #500
Marvel Comics
Argumento: Ed Brubaker e Matt Fraction
Desenhos: Greg Land e Terry Dodson
Arte-final: Jay Leisten e Rachel Dodson
Cores: Justin Ponsor

Pela milésima vez nos últimos anos, tem início uma nova era para os X-Men. Pode ser o anúncio mais batido da história dos quadrinhos, mas desta vez a mudança (ao menos neste título da franquia) começa de modo agradável.

Ainda encarando o fato de que a raça mutante pode estar com os dias contados, Ciclope aproveita o fato de a Mansão Xavier ter sido novamente destruída para criar um refúgio seguro, praticamente uma cidadela, para todos os mutantes do mundo. E o local escolhido é a cidade de São Francisco. Dificilmente poderia ter sido feita escolha melhor, afinal o local é conhecido por aceitar (e muito bem) tudo o que é “diferente”.

Sem se prender a necessidade de fazer tudo soar novo, os roteiristas de cara trazem elementos clássicos de volta, como Magneto e os Sentinelas, utilizam X-Men de várias gerações e integram o universo mutante, que tantas vezes parece ser algo a parte dentro da Marvel, aos acontecimentos da editora. Com isso, se justifica a ausência dos X-Men nas fileiras da Iniciativa (com a ajuda da prefeita da cidade), e caras não comuns aos títulos X aparecem, como o Alto Evolucionário e o Celestial Sonhador.

E tudo isso vem muito bem acompanhado pelos belos traços de Greg Land e Terry Dodson, principalmente o deste último, muito superior ao primeiro. Resta agora a Marvel conseguir criar coesão entre as revistas dos X-Men, para que todas apresentem tamanha qualidade.


DC/WILDSTORM: DREAMWAR #6
DC Comics/Wildstorm
Argumento: Keith Giffen
Arte: Lee Garbett e Trevor Scott
Cores: Gabe Eltaeb

Ao anunciar a minissérie DC/Wildstorm: Dreamwar, Keith Giffen prometeu criar um grande crossover entre os heróis dos dois universos, que não só teria grande impacto no Universo Wildstorm, como seria feito sem se utilizar de viagens pelo Multiverso (aqui vale lembrar que a Terra habitada pelos heróis da Wildstorm é atualmente a Terra-50 do Multiverso da DC Comics).

Com a mini finalizada nesta edição, a conclusão a que se chega é que Giffen nem sempre acerta. Nenhuma mudança, grande ou pequena, se fez aparente na Wildstorm, e o artifício usado para a passagem dos heróis da DC para o mundo da Wildstorm foi ainda mais clichê do que uma viagem pelo Multiverso.

Através do mundo dos sonhos, um garoto consegue acessar os sonhos referentes aos heróis e vilões da DC, acabando por dar vida a estes personagens no mundo da Wildstorm, onde espera dar “uma lição” nos anti-heróis que povoam este universo. Mas, assim que Liga da Justiça, Legião dos Super-Heróis, Sociedade da Justiça e Novos Titãs começam a caçar o Authority, Gen 13, Stormwatch e Wildcats, as coisas saem rapidamente do controle.

Com uma premissa fraquíssima, uma arte inconsistente (que por vezes erra ou até mesmo muda sem explicação os uniformes dos heróis) e um corre-corre sem nexo, a minissérie acabou sendo uma das maiores decepções do ano, no que poderia ter sido o primeiro grande encontro oficial entre os dois universos predominantes no Multiverso DC.


FX #6
IDW Publishing
Argumento: Wayne Osborne
Arte: John Byrne
Cores: Greg and Gerry´s Color Shoppe

John Byrne já foi um dos maiores mestres dos quadrinhos, cargo que deixou de ocupar já há alguns anos. Ainda assim, ele consegue surpreender positivamente o leitor de tempos em tempos, com trabalhos como Gerações ou Blood of the Demon.

Além de seu trabalho, Byrne é também conhecido por seu temperamento difícil, que já o afastou mais de uma vez da Marvel e da DC, exatamente a situação em que se encontra no momento. Contudo, recentemente ele encontrou um novo lar na IDW, onde produz alguns projetos do universo de Jornada nas Estrelas, relança seus Next Men e onde até desenhou uma história curta da revista do vampiro Angel.

Mas o grande destaque desta estadia de Byrne na IDW é sem dúvidas FX, minissérie em 6 edições, onde faz somente a arte. O próprio início do projeto já chama a atenção: Byrne colocou um anúncio em seu fórum, dizendo que faria uma HQ inteira, comissionado, para qualquer um que lhe pagasse.

Logo surgiu o fã Wayne Osborne, que fez contato com o artista. Depois de muitas conversas, a revista nasceu e acabou evoluindo para a mini recém concluída pela IDW. É claro, com as diversas conversas entre escritor e desenhista, Byrne acabou dando várias dicas a Osbourne e o resultado foi ótimo.

FX é o nome do novo jovem herói apresentado na trama. O nome faz referência à expressão usada quando falamos de efeitos sonoros e especiais, e nesta simples sacada se nota uma preocupação em inovar mesmo usando o mais velho dos temas.

FX consegue criar construtos de energia através de seu poder (ele recebeu o poder do próprio Zeus, mas não o conhecimento para usá-lo), o que logo nos remete ao Lanterna Verde. O diferencial é o modo como ele cria esses construtos, primeiro acidentalmente, emulando sons que armas ou aviões, por exemplo, fazem; daí o nome FX.

Com um tom leve, a minissérie tem todo o clima de um quadrinho da Marvel da Era de Prata, aquele ar de frescor, personagens divertidos, visuais simples e agradáveis, misturando a vida pessoal do herói a aventuras bem movimentadas.

A arte de Byrne continua longe dos tempos áureos, mas ainda assim superior à média ruim dos últimos anos. Em alguns momentos vemos quadros mais caprichados, em outros dão as caras traços relaxados, mas a média é boa. Ajuda muito o fato de Byrne ter dado seus pitacos no roteiros, bem como a presença de homenagens a personagens aos quais ele está acostumado, como Quarteto Fantástico e Magneto.


DC UNIVERSE: LAST WILL AND TESTAMENT
DC Comics
Argumento: Brad Meltzer
Desenhos: Adam Kubert
Arte-final: John Dell e Joe Kubert
Cores: Alex Sinclair

Em meio aos eventos da Crise Final, os heróis do Universo DC estão encarando aquela que pode ser a sua última noite, momento de repensar suas vidas, rever entes queridos ou simplesmente conseguir vingança.

A própria sinopse desta edição especial já engana. Brad Meltzer tem um imenso respeito pelos personagens da DC, mas, por outro lado, parece nunca se informar sobre a cronologia recente da editora. Por isso mesmo a trama apresenta momentos muito bons, acompanhados de outros sem o menor sentido.

Os eventos mostrado em Crise Final não coincidem em momento algum com os acontecimentos desta edição. Os heróis agem como se soubessem o que está acontecendo, coisa que em Crise Final, não sabem. Superman, Batman e Hal Jordan aparecem transitando normalmente pelo mundo, quando na verdade, nas páginas de Crise Final, estão ausentes por diversos motivos antes mesmo do grande acontecimento da saga até o momento.

O foco principal da edição é no herói Geoforça, que quer vingança contra o Exterminador, a quem considera culpado pela morte de sua irmã, Terra. A motivação está correta, mas todo o resto não. Meltzer resgata uma ponta solta de sua passagem pela Liga da Justiça e tenta fechar esse ponto, o problema é que nada disso nunca foi desenvolvido, parece até que esquecemos de ler várias histórias antes de chegarmos a esse ponto.

Nas páginas da Liga da Justiça, Geoforça inexplicavelmente começou a apresentar os poderes de sua falecida irmã, e acredita que a causa disso foi devido à sua morte, até descobrir que o Exterminador o está manipulando. Porém, sua irmã morreu há muitos anos. Quem morreu recentemente foi outra Terra, que sempre foi objeto de discordância, nunca ficando claro se ela era a Terra original, uma versão alternativa ou até uma cópia dela.

De repente, nesta edição, Geoforça quer vingar a morte da irmã (tudo bem, o Exterminador é em parte culpado pela morte da original, mas Adão Negro foi o culpado pela morte da segunda versão), sendo que até então, vinha fazendo um trabalho infiltrado (que foi esquecido após a passagem de Meltzer pela Liga) e lento com o vilão.

Resumindo, nada é explicado: não se sabe como o Exterminador teve acesso a Geoforça, como conseguiu lhe dar tais poderes e muitos menos como Geoforça acreditou tão fácil em tudo isso.

Nem mesmo a arte de Adam Kubert está em seu melhor momento, ainda mais quando finalizada por seu pai, Joe Kubert. Não que Joe seja ruim, o problema é que o estilo dos dois é muito diferente, e a mistura deles é no mínimo estranha.

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