MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
22/12/2006
REVIEW - GAME: MORTAL KOMBAT - ARMAGEDDON
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Tá legal, tá legal, eu sei que o HQM não costuma falar de videogames... mas admita: você provavelmente cresceu com Sub-Zero e companhia, e já deve ter se perguntado se o novo Mortal Kombat vale o investimento. Afinal, todos os personagens da série num único jogo é uma ótima forma de atrair de volta jogadores que se desiludiram com a série quando MK virou tridimensional.

Para quem espera uma revolução, infelizmente ainda não vai ser desta vez. Não que o jogo seja ruim, mas, digamos que quem jogou Deadly Alliance e Deception, os dois jogos anteriores, não verá nenhum salto de qualidade neste sétimo capítulo de Mortal Kombat - apenas a evolução natural de uma série que parece ser a única a verdadeiramente evoluir.

Logo ao ligar o videogame (que pode ser um Playstation 2 ou Xbox, e em 2007, também para o Wii, o novo console da Nintendo), prepare-se para a melhor abertura já vista num Mortal Kombat. Praticamente todos os astros de Armageddon aparecem no vídeo, que sintetiza a batalha do bem contra o mal, colocando dois exércitos de lutadores para brigar. É um daqueles vídeos no estilo "assista vinte vezes para tentar achar todo mundo". Divertidíssimo.

Passada a abertura, deparamo-nos com o menu principal. Ao contrário de Deception, que apresentava todo o elenco de personagens revezando-se na tela, aqui há apenas cinco opções, todas com duplas de lutadores (Mileena e Kitana, Sonya Blade e Kano, Liu Kang e Shang Tsung, Goro e Johnnny Cage, Sub-Zero e Scorpion). Não chega a ser o tipo de coisa que fará você desistir da compra.

As opções no menu principal são menos numerosas do que no anterior, em parte devido à nova organização dos menus. As opções Kontent e The Krypt do anterior aparecem aqui apenas sob o nome de The Krypt (seria The Vault, mas a Midway, produtora do jogo, desistiu da mudança). Isso torna a visualização dos extras mais fácil - o primeiro clique destrava, e todos a partir do segundo clique visualizam. Existe uma opção de extras, mas são apenas dois trailers de jogos que sairão para os consoles da próxima geração. Agora, é só escolher um dos modos do jogo e começar a diversão: 

:: KOMBAT
O Mortal Kombat clássico - escolha um lutador e enfrente todo mundo até o chefão Blaze (que não é tão invencível como outros da série - chega até a ser fácil, aliás) ou jogue contra um amigo. Aproveite para matar a saudade de gente como Rain, Stryker e Fujin. Alguns lutadores entraram no jogo por pressão dos fãs, como Chameleon e Motaro, mas os critérios que a Midway usou para incluir lutadores são no mínimo discutíveis. Sareena (a líder do ranking de "quem é essa?") aparece no jogo porque fazia parte do menu da versão upgrade de Mortal Kombat Deadly Alliance, que só saiu para Game Boy Advance.

Depois de escolher um personagem entre os 62 disponíveis, chega a hora da luta. As telas de VS. (versus) que apareceram até o quarto jogo, estão de volta e, desta vez há elementos do cenário ao fundo que se movem. Jogadores mais observadores notarão o sumiço das barrinhas luminosas que ficavam abaixo da energia e que ninguém sabia para que serviam. Sumiu também um estilo de cada lutador - agora há dois para cada um, sendo um de mãos limpas e outro com armas. Há exceções - a barra de estilos não aparece para Onaga, Moloch, Motaro e Blaze, e quem escolher Mokap ou Smoke terá que se contentar com dois estilos de luta desarmada.

Armageddon oferece várias novidades para os jogadores. A principal é o combate aéreo - simplíssimo, bastando pular e fazer a seqüência. A maioria dos combos aéreos é simples, o que faz da arte de lutar no ar uma técnica de fácil aprendizado. Outra novidade são os Parrys, recurso que permite que você tonteie seu adversário quando ele está prestes a te atacar. Para fazê-lo, basta pressionar para trás e defesa no exato momento do ataque. É um recurso difícil de dominar, mas utilíssimo - especialmente quando você já usou seus três Breakers para interromper combos do adversário.

Durante a luta de modo geral, o jogo flui bem - os controles respondem melhor do que em Deception, mas ainda acontece um ou outro daqueles problemas que nos fazem querer jogar o controle longe: os agarrões absurdos - marca dos primeiros MKs - aparecem em maior número. Reiko, por exemplo, dá um gancho no adversário que o faz subir. Em seguida, ao melhor estilo Lindomar (o famoso Sub Zero brasileiro - na verdade, o rapaz que deu uma voadora numa babá por molestar três crianças) acerta-o com uma bicicleta (!!). Exagerado, mas divertido. Cenários clássicos, obsessão de todo fã de Mortal Kombat, estão de volta. Goro´s Lair, Subway, Wastelands e a bem sacada Evil Tower, uma união dos cenários Portal e The Tower de MK2. O problema é o rodízio de cenários do modo Arcade, que sempre usa mais ou menos as mesmas arenas.

O modo Kombat evidentemente é o carro-chefe do jogo, e por isso mesmo merecia um trabalho melhor. Não que seja ruim, longe disso, mas... sabe quando vemos Cyrax levantando após perder um round e pensa "ele podia se levantar igual ao Sektor"? É disso que estou falando. Algumas boas idéias parecem nem ter sido cogitadas ou cortadas por "falta de tempo para produção", como chegou a afirmar Ed Boon, co-criador da série. Não chega a atrapalhar a diversão, mas...

:: FINISH HIM!
Honestamente, esperava mais desta opção. No lugar de animações prontas, você pode montar Fatalities fazendo seqüências curtas que causam diferentes efeitos - arrancar órgãos, aplicar um uppercut, essas coisas. As seqüências, contudo, são iguais para todo mundo, não fazendo uso dos poderes particulares de cada lutador - ou seja, se você jogar com Rayden, por exemplo, não poderá terminar a luta eletrocutando o inimigo. Frustrante.
 
:: KREATE A FIGHTER
Caprichado. Escolhendo todos os detalhes, monte seu próprio personagem e use-o até mesmo em lutas online. As opções disponíveis permitem montar pelo menos metade do menu de Street Fighter II - seria uma homenagem ao jogo que, queiram ou não, inspirou MK? - e até alguns X-Men. Mesmo que você não queira recriar alguém, mas fazer seu próprio lutador, o Kreate a Fighter é divertidíssimo. Arrisco dizer que fica pau a pau com o modo de edição de Soul Calibur 3 - embora poder mexer pouco no rosto do lutador criado dê uma certa desvantagem a Armageddon.

:: MOTOR KOMBAT
Para zoar. Junte Mario Kart com Mortal Kombat (coincidentemente, a sigla de ambos é MK) e o resultado é... um modo ideal para jogar com os amigos. Não é nenhum Need for Speed, mas pode apostar que você vai dar algumas boas risadas. Peca por só ter cinco pistas - metade do número de pilotos/lutadores.
 
:: KONQUEST
A Midway conseguiu. Fundiu o Konquest de Deception - um sucesso - com o beat-´em-up moderno de Shaolin Monks - outro sucesso. Mas faltou uma das opções mais legais dos dois games: andar sem compromisso pelas fases. O modo Konquest de Armageddon é linear, e curto demais. Ainda assim, a história da disputa entre os irmãos Taven e Daegon é tudo o que há de história no jogo. Só por isso já vale a pena.

:: FINDA A LUTA...
Mortal Kombat Armageddon é um jogaço, do tipo que é capaz de deixar o jogador grudado no videogame por horas, apesar de alguns detalhes que realmente poderiam ser melhores. É um clássico automático porque reúne todo mundo que já apareceu em Mortal Kombat, mas... é o King of Fighters 2002 da série.

Muito divertido, sim, mas sem uma história e com o "podiam ter melhorado isso" ecoando na cabeça ao jogar. Se quiser diversão descompromissada, leve para casa. Apesar de alguns defeitos, o jogo vale o investimento.

  facebook


 


 

Seções
HQ Maniacs
Redes Sociais
HQ Maniacs - Todas as marcas e denominações comerciais apresentadas neste site são registradas e/ou de propriedade de seus respectivos titulares e estão sendo usadas somente para divulgação. :: HQ Maniacs - fundado em 19.08.2001 :: Brasil