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17/02/2006
MATÉRIA: O FANTASMA COMEMORA 70 ANOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Isso mesmo... parabéns! Hoje é aniversário do Fantasma... 70 aninhos! Um herói que está enxuto e que nem aparenta a idade que tem. Sabe como é... a vida com muito ar puro, sem stress e cercado de verde faz bem para a saúde.


:: Algumas verdades, até absolutas
O Fantasma foi o primeiro herói mascarado dos quadrinhos. Tem um uniforme muito bacana, aquele vermelho e amarelo, opa, quero dizer, o roxo e azul. Se bem que Lee Falk disse que havia idealizado o Fantasma com o uniforme verde, para ficar invisível na selva (...).

O uniforme roxo foi coisa do King Features Syndicate, porque contrastava com o verde. Lee Falk deu uma torcida de nariz, mas depois aceitou. Aliás, o Fantasma tem dois uniformes: o roxo, e um sobretudo xadrez, chapéu (?) e óculos, que usa quando vai à cidade e quer ficar disfarçado. Mas como ficar disfarçado com essa roupa? Faça neve ou um sol escaldante? Tudo bem, tem que ser um fantasma para ficar invisível.

Mas afinal, quem foi o primeiro desenhista do Fantasma? Raymond “Ray” Moore? Não! Este foi o segundo. O primeiro foi o próprio Lee Falk, que desenhou as primeiras tiras. Na realidade, desenhou as primeiras duas semanas. Ray Moore “passou” a tinta e aproveitou para colocar o seu estilo logo que pôde nas tiras do Fantasma, uma vez que ele já havia trabalhado como assistente de Phil Davis no Mandrake (outra famosa criação de Falk, de 1934).

Falk ainda fazia um ou outro layout, mas isso foi diminuindo cada vez mais, até que, enfim, as tiras ficaram totalmente a cargo de Moore. Segundo consta, para 99,99% de quem gosta do Fantasma, Ray Moore foi o melhor desenhista da série! Com Moore, ele tinha um corpo esguio, mas musculoso na medida certa. Seu desenho se caracterizava por belos enquadramentos, luz/sombra, ambiente noturno, um clássico estilo noir. Sua técnica era totalmente diferente do desenhista que veio a seguir, Wilson McCoy, seu assistente.

:: Aqui, começa uma série de informações sobre o que aconteceu com Moore:
– Uns dizem que foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial, e foi ferido de forma grave, sem condições de voltar à batalha, ou aos quadrinhos. Nesta época, dizem, tornou-se dependente do álcool. Assim, Wilson McCoy foi assumindo cada vez mais os desenhos.

– No Álbum do Fantasma publicado pela EBAL, no terceiro volume, também não afirmam de forma categórica o ocorrido, mas dizem que pode ter sido uma artrite contraída durante a Segunda Guerra; ou que pode ter sido por causa do álcool.

Ionaldo Andrade de Cavalcanti, afirma em seu livro “O Mundo dos Quadrinhos”, de 1977, na página 87, que Ray Moore sofreu um acidente automobilístico em 1942, que o deixou incapacitado. A história do Fantasma na Segunda Guerra mostra bem essa transição. Começa com um traço de Moore e acaba com um traço quase predominante de McCoy. Essa história é muito boa, e uma das muitas que gosto (se me permitem o comentário).

:: E aqui, algumas informações a respeito de McCoy:
– Com McCoy, o Fantasma ficou tosco e caricato. Bonitas mesmo, eram as mulheres que ele desenhava! Bem, com exceção feita à futura sogra do Fantasma, a mãe de Diana Palmer. Essa, ele desenhava feia feito o capeta! Todavia, no período de McCoy foram feitas algumas das melhoras histórias que o Fantasma já teve. Isso, talvez, para compensar os desenhos (...) Uma história clássica desse período é “Maravilha Mascarada”.

– Nesse período, Falk estava extremamente inspirado, e aqui apareceram algumas das melhores histórias que ele já fez. A esposa de McCoy fazia os layouts e o letreiramento de suas histórias. Se bem que isso não era novidade. A esposa de Phil Davis fazia grande parte da finalização das histórias do Mandrake, também. Pois é, sujeito “família” esse Lee Falk... todos trabalham com seus personagens, e sem nepotismo!

– Com a morte de McCoy, o King Features promoveu um concurso para escolher o novo desenhista do Fantasma. Dizem que Ray Moore se candidatou, mas o álcool já havia feito o estrago, e ele não conseguiria manter o ritmo de uma tira diária. Pode parecer pouco uma tira diária, mas para uma pessoa com problemas pode ser demasiado. Bom, o escolhido foi Seymour “Sy” Barry, irmão de Dan Barry – que desenhava as tiras de Flash Gordon. Até a entrada definitiva de Sy Barry, o Fantasma foi desenhado por alguns “desenhistas fantasmas”:

– Carmine Infantino (ele mesmo, o da DC Comics!), que desenhou a página dominical de 24/09/61;

– Bill Lignante, que desenhou a página de 01/10/61, encerrando a história “The Limper”, e fez a história “Queen Samaris” (05/11/61-13/05/62). Bill desenhou várias HQs para as revistas do Fantasma publicadas pela Charlton Comics.

:: Quanto a Sy Barry:
– Ele assumiu a tira diária de McCoy em 21/08/61 e as páginas dominicais em 20/05/62. Barry ficou no comando artístico até 1994. Durante o período, teve a assistência de vários desenhistas não creditados, como: Don Heck (que fez vários trabalhos para a Marvel e DC), Bob Forgione, Andre Leblanc (um haitiano/brasileiro que, entre inúmeros projetos, desenhou Flash Gordon e foi assistente de Will Eisner em Spirit), Frank Springer, e Joe Giella (que também desenhou Flash Gordon).

– Depois de Sy Barry, o Fantasma viu vários desenhistas assumindo suas tiras e páginas dominicais. Com Sy Barry, o Fantasma ficou com um traço bonito, porém comum, sem um diferencial. Fato que, por incrível que possa parecer, até mesmo McCoy conseguiu.

Atualmente, o Fantasma é desenhado por Paul Ryan nas tiras diárias, e Graham Nolan nas páginas dominicais. São artistas competentes, mas, sem uma identidade visual para com o Fantasma. O que quero dizer aqui é: um Fantasma com um diferencial, tanto visual, quanto conceitual. São bons desenhistas, sem dúvida, mas o personagem ficou comum...


:: O Fantasma nas revistas em quadrinhos
Já nos gibis, os números mais lembrados pelos fãs americanos, são os que Jim Aparo fez para a Charlton entre 1969/70. Os números desenhados foram 31, 32, 33, 34, 36, 37 e 38. E mais as capas dos números 35, 60 e 61, além dos já citados. Os números 36 e 39 possuem uma história cada, desenhada por Steve Ditko, mas elas não são do Fantasma, e sim de personagens secundários, apenas para completar a revista.

Outro artista que marcou o Fantasma nas revistas da Charlton foi Don Newton, que desenhou vários números para a Charlon entre 75/77. Ele desenhou um Fantasma que agradou em muito aos fãs, com um estilo que combinou muito bem com o personagem. Os números desenhados foram 67, 68, 70, 71, 73 e 74. E mais a capa do número 69, além de todos os números já citados, nos quais ele desenhou a história. Esses números da Charlton serviram para que ele conseguisse trabalhos na Marvel e DC. Ainda tivemos uma série pela DC, com 4 números, em 1988. Devido a boa aceitação, a DC fez uma nova série, desta vez com 13 números, entre 1989/90. Ambas as séries seriam publicadas no Brasil.

Na Marvel, o Fantasma teve uma minissérie em 3 edições, entre 1994/95, que também foi publicada aqui no Brasil. Infelizmente essa minissérie é fraquinha demais. O Fantasma high tech da Marvel ficou totalmente descaracterizado.

Já uma série que a maioria torce o nariz, é para a revista do Fantasma 2040. Uma minissérie de 4 edições que saiu em 1995 pela Marvel, e que foi desenhada por Steve Ditko.

Atualmente nos EUA, o Fantasma é publicado pela Moonstone Books, que já lançou algumas edições especiais e uma nova revista com 32 páginas, mas que não tem periodicidade regular. A editora promete para breve, The Phantom: Legacy, em comemoração dos 70 anos do Espírito-que-Anda.

Enquanto isso, na Escandinávia, o Fantasma continua firme e forte sendo publicado na Noruega, Finlândia e Suécia. Recentemente, foi publicado o Ano Um do personagem em uma saga em doze partes, quase que simultaneamente nos três países, em aventuras produzidas pela editora sueca Egmont (antiga Semic), que já publica suas aventuras desde 1950. Na Austrália, o Espírito-que-Anda também faz muito sucesso e sua revista já tem mais de 1400 números publicados pela editora Frew, que também como a Egmont, por mais de 50 anos ininterruptos.


:: Fantasma em quadrinhos no Brasil

A Rio Gráfica Editora (RGE), que depois mudou o nome para Editora Globo, publicou as histórias do Fantasma por mais de 40 anos. Uma vida... mas tudo bem, o Fantasma não morre! Na RGE, o Fantasma teve sua maior série, sendo publicada durante 33 anos, de 1953 a 1986. A revista começou com o formato americano em preto e branco, depois passou para o colorido, depois passou para o formatinho, e ainda para o formatinho-mini. Aí, também, já era demais! Menor que isso, só o formato “tijolinho”, se bem que o Fantasma saiu nessa coleção. A coleção da RGE teve 371 números, e publicou basicamente as histórias do jornal, com foco nas tiras diárias. Chegou também a publicar material de revistas da Gold Key e Charlton.

Na RGE, o Fantasma teve várias histórias feitas por aqui mesmo, desde a década de 1960, sendo o auge nos anos 1980. Eram muitas publicações simultâneas, incluindo a revista mensal, almanaques, superalmanaques, hiperalmanaques, edições especiais, edições de férias... (ufa!)

A tira diária, e a página dominical não davam conta de suprir a demanda nacional, que era muito grande nessa época. Sorte de quem aproveitou! O Fantasma “bombava” nas bancas! Bom, para dar conta disso, foi montada uma divisão que produzia essas histórias, e que foi chamada de “Equipe Fantasma”. Quem escrevia os roteiros eram Walmir Amaral e José Menezes.

Os desenhistas incluíam: Walmir Amaral, Júlio Shimamoto, Antonio Homobono, e outros. As histórias não possuíam assinatura, para o leitor pensar que eram histórias estrangeiras. O estilo de Walmir Amaral é facilmente identificado, e o de Júlio Shimamoto, também. Se bem que Shimamoto sempre assinava “Shima” em algum lugar das histórias. Assim como Renato Canini o fazia, também, nas histórias do Zé Carioca. Sempre existia algo com seu nome, fosse um navio, um bar, a marca do arroz etc. e tal.

Falar da arte de Walmir Amaral com isenção é difícil. Eu sou suspeito para falar, porque sempre gostei da arte de Walmir no Fantasma, mas aquelas 40 capas que ele fez para o Gibi Semanal da RGE na década de 70, são muito boas, inclusive, porque, apesar de seguir o estilo do desenhista regular de cada série, você nota que é um desenho do Walmir, resultando numa mistura muito bacana. Procure as capas dessa coleção que você vai entender o que estou falando.

Já com o nome de Editora Globo, o Fantasma teve 2 séries regulares: Fantasma Especial com 37 números e Fantasma Extra com 48 números, que foram publicadas simultaneamente. Durante a publicação dessas séries o uniforme vermelho e amarelo foi substituído pelo roxo e azul (cores originais), e permaneceu assim até o final das duas séries. A decisão de mudar a cor do Fantasma foi feita pelos leitores através de um concurso realizado pela editora. Ainda pela Editora Globo, foram publicadas as duas minisséries da DC, uma com 4 números em formatinho, com roteiro de Peter David e arte de Joe Orlando; e outra com 13 números no formato original americano, escrita por Mark Verheiden, ilustrada por Luke McDonell  (esta, na realidade, uma série contínua que fora cancelada nos Estados Unidos, publicada por aqui entre 1989/90).

Outra editora também publicou o Fantasma, a Saber, que é conhecida por ter duas séries: uma nos anos 1970, e outra nos anos 1990. As histórias eram basicamente as mesmas, com uma ou outra diferença nos números. A primeira teve 48 números, a segunda 43, mas a segunda teve números com mais páginas. O interessante, é que nas duas séries as capas foram feitas por um desenhista chamado Edú – autor de uma publicação lançada pela Saber, inspirada no Recruta Zero, cujo nome era O Praça Atrapalhado. O mesmo artista fez as capas das duas séries, para a mesma editora, 20 anos depois.... então, “ficou tudo em família”!

As duas séries tinham papel de má qualidade, e se baseavam no período McCoy, com um pouco de Moore, e quase nada de Barry. Na segunda série, houve um número que foi desenhado por Walmir Amaral. Ambas as séries tiveram alguns almanaques, que eram apenas encalhes das revistas com outra capa. Esses almanaques reuniam dois ou três números. Essa série só existiu por causa de uma brecha no contrato da RGE. Ela detinha os direitos de publicação do Fantasma para os gibis, mas as revistas da Saber estavam na categoria de livros...

A Saber ainda publicou a minissérie da Marvel, em três números, com roteiro e arte dos australianos Dave DeVries e Glenn Lumsden. Essas edições foram em formato americano, coloridas, e foram edições com uma qualidade muito boa. Uma surpresa quando se fala nas edições da Saber. Pena que a história era fraquinha.


:: Fantasma no Brasil:
No Brasil, algumas publicações especiais merecem destaque:

Livraria Civilização:
– Publicou em 1937 o primeiro álbum do Fantasma no Brasil, com a história Os Piratas Shing.

RGE:
– O Especial de 40 Anos publicado pela RGE em 1976 em um formato gigante, o mesmo tamanho do Gibi Semanal. Tem como história principal a da invasão de Bengala na Segunda Guerra.
O Casamento do Fantasma. Apesar do formatinho, teve propaganda na TV (pela Globo, claro) e uma segunda edição.
– Depois, veio o especial da Lua de Mel, de novo em formatinho.
– Devido ao sucesso, a RGE lançou uma edição especial que unia o Casamento e a Lua de Mel em uma única edição. O curioso é que foram lançadas duas edições simultâneas desse especial: um de capa cartonada vendida em bancas, e outra de capa dura vendida em livrarias. O miolo era o mesmo, só mudava a capa (a cartonada e a dura). Essa edição tem uma curiosidade nos créditos: foi lançada mediante permissão da Ebal(?) O tamanho era do tipo magazine.
– Tivemos ainda Os Filhos do Fantasma, com a chegada dos gêmeos, de novo em formatinho.
– Em 1979, tivemos um álbum de figurinhas, com 256 cromos.
– E ainda tivemos um mobile do Fantasma com 1,70m de altura, isso em 1978/79. Ficava bem legal pendurado no quarto. Mas cá entre nós, só 1,70 m? No mínimo o Fantasma deveria ter 1,80 m. É daí para cima.... se bem que nem 1,70 m eu tenho...

Ebal:
– Em 1948, lançou um álbum com a história Justiça do Deserto, com desenhos de Ray Moore.
– Ainda publicou uma série de 5 álbuns do Fantasma. No primeiro, a história da infância dele (com desenhos de McCoy), e nos outros 4, a aventura Os Piratas Singh (a primeira e uma das mais famosas). Esses álbuns saíram entre 1979 e 1980.
– O primeiro álbum apresentou uma introdução de Álvaro de Moya. Todos os álbuns tinham um colorido feito aqui no Brasil e muito condizente com a época em que foi feita, além de todos os álbuns possuírem capas produzidas por Antonio Monteiro Filho. O único defeito eram as ampliações dos quadrinhos, a partir do terceiro álbum. Fizeram isso para “encher lingüiça”, e render mais álbuns, mas de forma geral foram álbuns bacanas.

L&PM:
– Publicou 3 álbuns, com capa cartonada, com as 3 primeiras histórias do Fantasma. Os álbuns foram publicados na seqüência, e sem remontagens nas tiras. Edições muito bacanas! Eram álbuns com as páginas na horizontal. Cada tira obedecia seu tamanho original. Foram publicados entre 1986/89.

Opera Graphica:
– Mais recentemente, o Fantasma teve algumas revistas lançadas pela Opera Graphica e EditorActiva. Publicaram histórias clássicas, histórias novas e algumas inéditas, em títulos diversos. Pena que algumas revistas foram em formatinho (...) Mas tivemos duas edições em formato “Panini” de Fantasma Magazine, e Stripmania n° 3, em formato álbum.
– Uma característica muito legal nas revistas da Opera Graphica, é que na maior parte das edições, sempre existem textos explicativos sobre o personagem e as histórias. Na revista Fantasma Magazine n° 2, por exemplo, há um desenho que Jack Kirby fez para um possível desenho do Fantasma. Só espero que essas revistas da Opera não tenham sido as chamadas “canto do cisne”...
- Pela EditorActiva, um "braço" da Opera Graphica, a editora publicou duas graphic novels da norte-americana Moonstone, em formato menor que as originais (15 x 24,5 cm), com aventuras inéditas e capas do brasileiro Mozart Couto, em substituição às belas capas de Joel Naprstek. Ambas com roteiro de Ben Raab e arte de Fernando Blanco, o primeiro número trouxe A Assassina de Espíritos (julho de 2003) , e segundo, O Segredo dos Singh (fevereiro de 2004). 


:: Uniforme
O uniforme do Fantasma foi concebido para ser verde, pelo menos foi assim que Lee Falk havia planejado. Com o verde, ele ficaria invisível na selva, porém, na época em que foi colorido, acabou pintado de roxo. Isso foi uma atitude da editora, pois contrastava com o verde. E não é que ficou bom? Lee Falk torceu o nariz, mas acabou aceitando, conforme afirmou na época do lançamento do filme, em 1996. Porém nos quadrinhos, o Fantasma foi concebido para ter um uniforme cinza. Ele foi referenciado assim em várias histórias, com Ray Moore e Wilson McCoy, ou seja, durante vários e vários anos.

No Brasil, ele ficou vermelho. E não foi de raiva, não; é que na época era mais fácil pintar de vermelho do que roxo. A tecnologia da época era bem diferente da atual, e nem sempre conseguiam o tom correto de roxo. Já o vermelho era fácil. Bom, mas não foi só no Brasil que ele ficou com a cor alterada. Ao redor do mundo ocorreu um verdadeiro carnaval de cores: vermelho, azul, marrom (?), verde-limão, laranja...


:: Cinema
No cinema, o Fantasma teve um seriado em 1943, e um filme em 1996. O seriado seguia o esquema da época: 15 episódios, continuava no próximo episódio, muita pancadaria, e foi um seriado bacana. Isso, levando-se em conta os seriados da época. Logo no começo do seriado, vemos Kit assumindo como Fantasma, e mantendo o mito vivo, estrelado por Tom Tyler.

Já o filme de 1996.... que desperdício. Billy Zane (que depois faria Titanic) não convence como Fantasma em nenhum momento. Um filme muito ruim! Alguém deveria ter colocado uma marca da caveira no roteiro, dessa forma ninguém iria usá-lo. Pelo menos arrumaram um cavalo bonito.


:: Companheiros
O Fantasma tem companheiros de aventuras bem interessantes e diferentes dos habituais: um lobo chamado Capeto; um cavalo chamado Herói; uma tribo de pigmeus chamada Bandar; e seu braço direito, Guran. Com o passar do tempo foi introduzida a Patrulha da Selva, e outros personagens.


:: Desenhos animados
Quando se fala em desenho animado do Fantasma, dá um desânimo danado: Defensores da Terra, Fantasma 2040... O Fantasma 2040 foi produzido por Peter Chung, o criador de Aeon Flux, e teve 36 episódios, com o 24º Fantasma da linhagem. Como se passava no futuro, era cheio de armas de raios etc. e tal.

Já em Os Defensores da Terra, animação produzida em parceria com a Marvel Comics, a trama se passava em 2015, e tinha o “time” de heróis da King Features – que incluía, além do Fantasma, Mandrake e Flash Gordon. O Fantasma aqui é o 27º. Essa embromação durou 65 episódios, sendo que, num deles, até o Príncipe Valente aparece! Mas o pior foi o visual do Fantasma... arrancaram-lhe o calção raiado, ficando tudo roxo e liso. E também tiraram suas armas! Um Fantasma politicamente correto?

Bem, o desenho animado segue uma outra realidade, ao exemplo do selo Elseworlds da DC Comics ou What If da Marvel, pois a ação se passa em 2015 com o 27º Fantasma, e em 2040 existe o 24º Fantasma, 25 anos depois. Tá complicado? Tudo bem, é complicado mesmo...

O Fantasma sempre teve muitos diferenciais em relação aos outros heróis das HQs: ele ama, tem incertezas, sofre, é tímido com as mulheres, erra, já perdeu algumas vezes (não, não estou falando do Homem-Aranha), e não tem superpoderes.

Bom, talvez o único superpoder, seja o de nunca morrer. Espero que esse poder se manifeste logo por aqui, afinal ter 70 aninhos e ser adorado mundo afora não é para qualquer um.



* Agradecimentos ao amigo Roberto Guedes pela ajuda e sugestões.

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Tags : :: Algumas verdades, até absolutas, O Fantasma, Lee Falk, King Features Syndicate, Raymond “Ray” Moore, Phil Davis, Mandrake, Wilson McCoy, :: Aqui, começa uma série de informações sobre o que aconteceu com Moore:, Álbum do Fantasma, EBAL, Ionaldo Andrade de Cavalcanti, “O Mundo dos Quadrinhos”, :: E aqui, algumas informações a respeito de McCoy:, Diana Palmer, Maravilha Mascarada”., Seymour “Sy” Barry, Dan Barry, Flash Gordon, – Carmine Infantino, – Bill Lignante, “The Limper”,, Charlton Comics, :: Quanto a Sy Barry:, Don Heck, Marvel, DC, Bob Forgione, Andre Leblanc, Will Eisner, Spirit, Frank Springer, Joe Giella, Paul Ryan, Graham Nolan, :: O Fantasma nas revistas em quadrinhos, Jim Aparo, Steve Ditko, Don Newton, Fantasma 2040, The Phantom: Legacy, Ano Um, :: Fantasma em quadrinhos no Brasil, Rio Gráfica Editora (RGE), Editora Globo, Gold Key, Charlton




 

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