MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
01/02/2006
COLUNA - AS RENEGADAS: AS HQS INÉDITAS NO BRASIL
 
 
Hunter Killer
 
 
Vertical
 
 
Chosen
 
 
Gotham Girls
 
 
 
 
 
 
 



As Renegadas é a coluna do HQ Maniacs onde Artur Billy Batson mostra aos leitores quadrinhos que ainda estão inéditos no Brasil.


Hunter Killer
Desde Authority, os quadrinhos de super-heróis não são mais os mesmos. Agora não há vilões definidos, pois o mundo parece uma grande conspiração. Bons exemplos são séries como The Ultimates, Rising Stars, e agora Hunter Killer.

Ellis achava que era um garoto normal em um mundo como o nosso, mas descobriu que existiam super-humanos e que ele era um dos mais importantes e poderosos, capaz de imitar o poder de outros da sua raça.

Ele então é recrutado para o programa Hunter Killer, mas durante esse processo pelo menos duas pessoas tentam matá-lo, cada um defendendo interesses próprios. Ao que parece os EUA, e assim o mundo, não é controlado por chefes de estado e sim por um meta-humano chamado Czar Obscura, que é também o chefe da equipe tática que abriga Ellis.
Ele acha que a semana só tem seis dias, mas isso ainda não foi explicado. Também nunca soube que era diferente. Seus pais não deixavam-no ir mais longe do que o trajeto de dez minutos de caminhada. Além disso, nunca foi à escola. Sua família era contra o projeto, mas morre antes de poder revelar o porquê.

A série escrita por Mark Waid e Marc Silvestri começou bem, com ótimos desenhos estilizados, como o padrão Top Cow, editora do próprio Silvestri, prega. Torço para que a série não caia em desgaste como as outras do mesmo estilo, que foram grandes repercussões, mas que agora são só medianas.


Vertical
No ano passado a Vertigo apostou em um novo formato de quadrinhos, e assim nasceu Vertical. As histórias seriam contadas em três tiras corridas em uma revista comprida. Esse modelo havia sido proposto por Steven T. Seagle e Mike Allred, que ganhou recentemente uma edição da Solo, também pela DC. (lembra que eu falei dela?).

A história se passa nos anos 60, quando diversas formas de protesto surgem para se opor à guerra. Brando se manifesta pulando de lugares altos, para que se lembre de um amor perdido. Em meio a isso ele conhece uma garota que deseja ser atriz. Brando se apaixona por ela, mas a voz em sua cabeça o proíbe de continuar.

A história é corrida, sem muitos detalhes, mas com o roteiro bem ambientado. Os desenhos e as cores são o legal da série, estilizados e psicodélicos. O design dos personagens também é muito bom. Por fim, o formato: é uma boa aposta, divertida, mas nada mais foi experimentado até então. Se o intuito da revista era parecer uma história conceitual, conseguiu pelo conjunto. Se fosse para fazer uma revolução, acho que ainda prefiro o bom formato americano.


Chosen
Mark Millar apostou em um universo próprio nos quadrinhos, o Millarworld. Fazem parte dele Procurado (Wanted) e Chosen, a história de um garoto de doze anos que se salva milagrosamente de um acidente de carro.

Jodie mora em uma pequena cidadezinha, onde poucos acreditam que ele é a encarnação de Cristo. Aos poucos, o garoto vai convencendo o povo mostrando os mesmos feitos de Jesus há 2000 anos atrás, como curar cegos e transformar a água em vinho.

A história do garoto se torna previsível ao longo da mini-série, mas Millar segura a narrativa em um patamar bom até o final. Gosto desse estilo de histórias, loucas e mesmo assim com um pé no chão. Pena que não chega aos pés de seus outros trabalhos. Espero mesmo assim pelo filme.

Nos Estados Unidos, o primeiro número da mini-série esgotou em menos de uma semana do seu lançamento. No Brasil, Chosen será lançada pela Mythos Editora em edição única, encadernando a mini-série com mais de 20 páginas de material extra.


Gotham Girls
 “Você não pode culpar uma flor por ter espinhos”. Não sei se quando a Hera Venenosa diz isso ela se refere apenas a si própria ou a toda classe feminina, principalmente as de Gotham.

A DC apostou em um desenho animado para garotas há algum tempo atrás, mas antes lançou os quadrinhos da série, chamados Gotham Girls, que tem como principal heroína a Batgirl, ainda como Bárbara Gordon. Entre as outras mulheres da cidade sombria estão a Detetive Montoya, a já citada Hera Venenosa, Mulher-Gato e Harley Queen, a Arlequina.

Cada uma das edições da mini-série foca em uma personagem, mas as histórias são interligadas. Tudo começa quando a Mulher-Gato rouba um soro experimental de uma empresa de químicos a mando de Pamela Isley, mesmo sem saber que trabalhava para ela. No final da primeira edição ela é traída e a investigação da Detetive Montoya e da Batgirl tem início.

A história exclui claramente velhos leitores e homens, investindo fortemente na parcela feminina e iniciante. Os desenhos parecem animados e isso dá uma cara mais legal à revista. Eu me diverti, assim como me diverti quando a Panini lançou Batgirl Ano Um, mas não recomendo para os que querem mais do que pura diversão.

Na próxima coluna teremos uma surpresa. Vou fazer um especial Kyle Baker, sem a tão falada Plastic Man. Ele tem ótimos trabalhos autorais e desde que li o pequeno conto A Babá do Superman em Bizarro Comics, não paro de pensar naquele traço infantil e muito bem feito do artista. Até lá!

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