MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
23/01/2005
REVIEW - CINEMA: BLADE TRINITY
 
 
Blade Trinity: a caçada final
 
 
Wesley Snipes encarna Blade pela terceira vez
 
 
Ryan Reynolds é o sarcástico Hannibal King
 
 
Jessica Biel na pele de Abigail Whistler
 
 
O trio no encalço de Drácula
 
 
Hannibal King e Abigail
 


:: LADO A, por Leonardo Buddy Baker BLADE TRINITY não teve um bom desempenho nos Estados Unidos. Não me pergunte a causa disso. Ao contrário de Blade II, que se desviou de boa parte da temática criada no primeiro filme, a terceira aventura do caçador de vampiros retomou boa parte do “clima” original. Tem ótimas cenas de ação, uma trama média (mas até aí tudo bem, nenhum dos três filmes se saiu exatamente bem neste quesito) e um novo personagem cativante: Hannibal King. E não posso deixar de comentar, se afasta bastante do visual mais trash da aventura anterior. Agora voltando ao acima citado Hannibal King. Em primeiro lugar é importante ressaltar que, diferente da grande maioria dos personagens da trilogia de Blade, King já existia nos quadrinhos, embora fosse bem diferente física e psicologicamente. Contudo, nos cinemas esse modo sarcástico e divertido funcionou muito bem, com certeza muita gente vai ser lembrar do pum de alho! Falando novamente dos quadrinhos, os Nightstalkers, a equipe apresentada no filme, nas HQs era composta por Blade, King e Frank Drake. Já deu para perceber que é bem diferente do que vemos na tela. Mas essa sempre foi uma grande vantagem da franquia Blade. Por ser um personagem pouco conhecido, mesmo entre os leitores de quadrinhos, as mudanças são feitas de um modo quase inédito na história das adaptações de HQs. Além de não provocarem a fúria dos fãs, elas são úteis, renovando o personagem e o tornando muito mais interessante. Isso já não acontece em filmes de personagens famosos como X-Men (quem engole aquele visual da Mística?) ou Mulher-Gato (sem comentários). Um ponto que com certeza criou muita polêmica foi a caracterização de Drácula. Ao invés de apresentá-lo como o senhor dos vampiros, um líder, um sedutor, a escolha foi de mostrá-lo simplesmente como um vampiro poderoso, ancestral, diferente de todos e muito mais violento. No contexto da história, isso se justificou. Tudo bem, tudo bem, talvez tenham exagerado um pouco com seu poder transformo. Mas seu visual demoníaco, bem como sua armadura, acabam por compensar isso. Embora tenha gostado do filme, concordo que alguns pontos deixaram a desejar. A hacker cega é um deles. Tudo bem, ela pode mesmo digitar num teclado especial, mas como sabe o que está na tela do computador? Outro ponto que me desagradou foi a rápida dizimação dos Nighstalkers. Sempre odiei isso em qualquer filme, seja em Missão: Impossível ou no primeiro Matrix. Não consigo engolir que toda a equipe de ajudantes sempre tenha que ser quase totalmente eliminada. Mesmo com esses pontos negativos, Blade: Trinity foi um bom filme, melhor que o segundo, mas que ainda não chega aos pés do primeiro, que afinal de contas é o pioneiro na onda atual de adaptações de quadrinhos para os cinemas. Eu poderia dizer que o filme fechou bem a saga de Blade nos cinemas, mas a verdade é que o filme não teve um final conclusivo ou explosivo o bastante para realmente se parecer com o fechamento da série.

:: LADO B, por Hell Mouth Realmente vivemos em uma época maravilhosa para ser um adorador de HQs. Todo ano, vários filmes baseados em HQs são lançados nos cinemas. O percussor de tudo isso foi Blade que, quase timidamente, estreou e deu coragem à Marvel de alçar vôos mais altos, e atualmente descarregar inúmeros filmes nos cinemas mundiais. Este é o caso de BLADE: TRINITY, o terceiro filme de um personagem que acabou tornando-se mais conhecido e adorado nos cinemas do que nas HQs. Blade: Trinity foi o primeiro do ano de 2005 no Brasil e não decepcionou. Com muita ação, humor (sim, graças a Ryan Reynolds) e uma maravilhosa nova companheira (Abigail interpretada por Jessica Biel), Blade retorna para enfrentar o maior dos males, Drácula. Antes de qualquer coisa, o importante é tirar do pensamento que todos os filmes derivados das HQs tem de ser tão grandiosos como os da franquia de X-Men e Homem-Aranha. Isso não é regra e assim todos sabem, Aranha e X-Men são incrivelmente mais caros do que Blade e com muito mais conteúdo. O filme faz aquela fórmula que vem se mostrando correta, filme após filme, mostrando um Wesley Snipes motivado para fazer um papel que, em suas próprias palavras, é maravilhoso. O elenco ganha reforços de peso com o hilário Ryan Reynolds que interpreta Hannibal King e a simplesmente perfeita Jessica Biel que por sua vez encarna Abigail Whistler. O trio parece ter correspondido nas telas. Com vários brinquedos para exterminar vampiros e seus colaboradores e com uma performance para lá de acrobática e sensual, Jessica Biel cresceu muito no conceito de Avi Arad que passa a olhar para a atriz com outros olhos para várias produções futuras. Ryan Reynolds pode encarnar Deadpool em breve, após este filme, pelo menos todas as minhas dúvidas sobre sua capacidade sarcástica humorística foram sanadas, ele dá um show de como ser um mala sem alça fazendo todo tempo o cinema cair em riso. Wesley Snipes é Blade, não existe como melhor exemplificar isso do que esta frase que a toda hora ouvimos quando fala-se desta franquia. Um ponto negativo, que pode ser mencionado, é o número, não excessivo, mas presente, de frases de efeito no filme. Um pouco forçada esta característica em um filme que não ficou marcado por isso, porém, pesando todos os pontos, vale sim assistir Blade: Trinity. Se não é o filme mais inteligente ou original do mundo, é com certeza recheado de ação, humor e diversão garantida para aqueles que se aventurarem.
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King encara uma vampira
Blade, o caçador de vampiros
 
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