MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
30/08/2004
MATÉRIA: A INFINITA SAGA DO INFINITO - PARTE 1
Por: x
 
 
Thanos: o amante da Morte
 
 
Iron Man #55: a primeira aparição de Thanos
 
 
Coisa e Homem-Aranha: a fúria do titã
 
 
Thanos: além do bem e do mal
 
 
Captain Marvel #25: o retorno do titã
 
 
Captain Marvel #28: a derrota dos heróis
 
 
Captain Marvel #31: todos contra Thanos
 
 
A Saga de Thanos #1 pela Editora Abril
 


NIILISMO - 1. Substantivo masculino (do latim NIHIL, nada) (...) 2. Atitude de negação dos valores intelectuais e morais comuns a um grupo social, de recusa do ideal coletivo desse grupo. 3. Redução a nada; aniquilamento. 4. Descrença absoluta. NIILISTA - Adjetivo e substantivo masculino e feminino. 1 – Relativo ao niilismo. – 2. Partidário do niilismo. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural, 1998, Volume 17, Página 4214. TÂNATOS (Do grego THANATOS, morte) - 1 – Na mitologia grega, a personificação da morte e o filho de Nix (Noite). Vivia no Hades, com seu irmão Hipnos (Sono). É geralmente representado como um vulto vestido de negro ou como um espírito alado. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural, 1998, Volume 23, Página 5577.

:: O personagem principal
Diferente de várias sagas nos quadrinhos que aproveitam o mesmo tema, ainda que o personagem mude, existe uma em que o personagem central teima em persistir e atravessa séries de personagens e três décadas! Nestas séries o personagem principal torna-se um mero coadjuvante para um vilão que teima em crescer a cada aparição. A crescer como personagem e como ser humano fictício, evitando o mesmismo dos personagens que estão estagnados por décadas. Certamente a saga deste personagem não seria possível sem o amor (ou obsessão, ou ainda limitação) de seu artista-criador: Jim Starlin. A esta altura é fácil saber que falo de Thanos, o Titã, o deus-louco, o amante da Morte, o niilista. Criado como vilão para a série The Invencible Iron Man, 1º Volume; Thanos seria o responsável por uma invasão alienígena à Terra. Se o tema não era original, a saga definiu o conceito de crossovers para a maneira como ficariam conhecidos na década de 1990, e isso em 1973! Crossovers são a ligação de histórias de séries diferentes onde normalmente os heróis enfrentam uma situação comum. Isso aconteceu muito em séries do Aranha e dos mutantes da Marvel, mais recentemente no Brasil tivemos a publicação de um famoso crossover pela Panini Comics: Batman – Bruce Wayne: Fugitivo (2002). Da maneira como foi apresentado, já fica provado que alguma história pode ter mais importância para a trama que outras, que geralmente funcionam para delinear a situação para o leitor da série principal ou mesmo para aqueles que só compram as séries menores. No nosso caso a grande concentração da saga foi publicada em Captain Marvel, 1º volume que tinha acabado de se recuperar nas vendas logo depois que Jim Starlin assumiu a série e trocou o foco das tramas para um cenário mais “cósmico”. Starlin, que até então, havia sido apenas um talentoso artista de séries como The Master of Kung Fu e de histórias fechadas de vários títulos, teve carta branca para explorar “devidamente” o personagem Thanos que ele criou – junto com Mike Friedrich – para The Invencible Iron Man #55 (publicado em A Saga de Thanos #01, Editora Abril, 1992). Nesta mesma aventura são introduzidos Drax, o Destruidor, Mentor, pai de Thanos e Isaac, o computador central de Titã. Com a destruição da base terrestre de Thanos pela dupla Homem de Ferro e Drax, acredita-se que o mal tinha sido eliminado. :: O Capitão Marvel e a consciência cósmica e por que não, o Cubo cósmico! Meses depois Thanos reapareceria em Captain Marvel # 25-26, 1º volume (A Saga de Thanos #01, Editora Abril) onde o alienígena skrull Skragg é contratado para destroçar a mente de Mar-Vell, mas graças à interferência do Super-Skrull e do Coisa o plano não sai como o esperado. Nesta edição Thanos já diz “(...) reconheço a Morte como única companheira” e já fica vinculado no imaginário como servo/amante daquela personificação da Morte que o acompanharia a partir de então. Ao final da aventura o titã reverte a transformação de Mar-Vell em Rick Jones, de modo a conseguir a localização do Cubo Cósmico (Captain Marvel #27). O Cubo Cósmico é um artefato que concede poderes ilimitados ao seu dono, realizando todos os desejos deste e já foi utilizado, entre outros, pelo Caveira Vermelha. Após conseguir seu intento, Thanos aprisiona Rick em Titã, até que o jovem é resgatado por Mentor e Eros, irmão e antagonista de Thanos, uma verdadeira personificação da morte naquele pretenso panteão de homens-deuses. Eros ficaria mais conhecido por sua participação nos Vingadores na década seguinte, sob o nome Starfox. Após auxiliar na batalha contra o Super-Skrull, Mentor transporta Mar-Vell para a Terra. A edição seguinte, Captain Marvel #28 (A Saga de Thanos #01), mostra a sede dos Vingadores sendo atacada pelo Controlador, também servo temporário de Thanos, enquanto Drax e Thanos digladiam-se pela posse do Cubo Cósmico. O vilão vence. Na Terra, Mar-Vell confronta o Controlador que já derrotou todos os Vingadores e acaba aprisionado em escombros já revertido a Rick Jones, que não consegue trazer o Kree de volta! Este é transportado para um cenário “cósmico” onde encontra um ser de grande poder e sabedoria chamado Eon que diz que irá transformar Mar-Vell em um antídoto universal contra Thanos. Em Captain Marvel #29, 1º volume (Heróis da TV #11 – 1980 e A Saga de Thanos #01), Mar-Vell ganha do estranho ser um dom chamado consciência cósmica e se torna uno com o universo. É aqui que, a partir desta edição sem a colaboração de Mike Friedrich nos argumentos, vemos a versão de Jim Starlin das lendas greco-romanas e de seu panteão de deuses. Vê-se a origem de Zeus que pode ou não ser o “Zeus” utilizado nas aventuras do personagem Hércules da Marvel Comics. Descobrimos que este “Zeus” tinha um irmão pacifista chamado Alars, que logo foi expulso da cidade que habitavam, o Olimpo após uma experiência malsucedida do pai de ambos, Kronos, e que certamente seria repetida por Alars. Graças a esta experiência este Kronos fica uno com a matéria do universo – numa posição muito semelhante ao que seria convencionado ao personagem Eternidade, que ficaria mais conhecido. Alars vagaria pelas estrelas até o satélite de Saturno conhecido como Titã, onde encontrou Sui-San, uma jovem sobrevivente do holocausto daquela civilização, e assumindo o nome de Mentor criou uma terra de beleza, paz e sabedoria e teve dois filhos relevantes: Eros e Thanos. No entanto, em What if... #25 – 1980 (Capitão América #135, Editora Abril – ago/1990) a origem de Alars/Mentor recebe um reboot e seu irmão, originalmente Zeus vira Zuras, a cidade, originalmente o Olimpo vira Titanus e, o povo, certamente o deuses do Olimpo tornou-se Os Eternos, personagens criados pelo mestre Jack Kirby para a Marvel Comics e cuja série foi profundamente marcada pelos temas do livro “Eram os deuses astronautas?” do alemão Erick Von Daniken. Depois de enfrentar seu lado negro, Mar-Vell tem o controle da consciência cósmica e re-estabelece o contato com Jones. A edição seguinte, Captain Marvel # 30 (Heróis da TV #12, A Saga de Thanos #01) traz a revanche de Mar-Vell contra o Controlador. :: Alguns crossovers para estender um pouco a trama Em Marvel Feature # 12 – 1973 (A Saga de Thanos #02, Ed. Abril) de Mike Friedrich, Jim Starlin e Joe Sinnott, Coisa e Homem de Ferro enfrentam os Irmãos Sangrentos que já haviam enfrentado o vingador dourado em The Invencible Iron Man #55 – recentemente esta dupla de alienígenas apareceu no Brasil durante a saga Segurança Máxima, publicada pela Panini Comics. Em Daredevil #104-107, 1º volume – 1973 (A Saga de Thanos #02) de Steve Gerber, Don Heck e Sal Trapani, a saga estende-se e envolve o Demolidor e sua coadjuvante oficial na época, a Viúva Negra – que durante um período chegou a ocupar também o logotipo oficial da revista. A dupla enfrenta Kraven, o Caçador, Angar, o gritador (!) e o chefe de Matthew Murdock que usa a Serpente da Lua para ter acesso ao poder de um monstro semelhante ao golem mítico. Neste meio tempo conhecemos melhor a Serpente da Lua, com inclusive direito à seqüência de origem com argumento e arte de Starlin, onde descobrimos que a heroína foi uma vítima de Thanos treinada no Monastério Shao-Lon em Titã sob ordens de Mentor! A aventura faz uma referência, inclusive, à uma história onde a Serpente da Lua faz com que Homem de Ferro lute contra Namor para testar os poderes dos heróis para assim escolher os melhores para enfrentarem a ameaça de Thanos – desculpa semelhante seria usada pela DC Comics em relação ao Monitor na década de 1980. Serpente tem tempo para descobrir que foi traída, restaurar a visão de Murdock (!), unir-se à dupla para enfrentar o monstruoso golem e ainda deixar Murdock novamente cego, já que o herói percebe que somente seus sentidos especiais, perdidos com o retorno da visão, podem auxiliar na derrota do vilão. Quando a edição aproxima-se do final surge o Capitão Marvel que ajuda a derrotar o monstro e coloca todos à par dos acontecimentos e da invasão eminente. :: A conclusão do primeiro round Em Captain Marvel #31 – 1974 (Heróis da TV #13 e A Saga de Thanos #02) Mar-Vell reúne-se com os Vingadores, Serpente da Lua e Drax, o destruidor para por todos a par dos acontecimentos. Thanos revela também ao leitor que seu verdadeiro objetivo é o amor pela Morte e que irá presenteá-la com a Terra. Em seguida, sem esforço algum, Thanos aprisiona Mar-Vell, Homem-de-Ferro, Serpente da Lua e Drax, afinal ele está de posse do Cubo Cósmico e vai para uma região desolada para assistir a rendição da Terra. Trocando seus átomos com Rick Jones, Mar-Vell consegue quebrar a barreira de Thanos e liberta os heróis aprisionados. Começa uma nova batalha e Mentor tira Titã de órbita! A estratégia não surte efeito e Thanos usa o Cubo Cósmico para transformar-se em um deus! Ficando também uno ao universo! Em Captain Marvel #32 (Heróis da TV #14 e A Saga de Thanos #02) descobrimos a origem de Drax – ele é o pai de Serpente da Lua – e como ele foi criado por Kronos para enfrentar Thanos (o tom lembra em muito a origem do Espectro da DC Comics no que se refere à origem de um ser de grande poder criado por um ser quase onipotente – ou onipotente – para combater aqueles que foram culpados por sua morte). Usando artifícios Rick Jones convence Thanos a assumir uma forma humana e limitada para um confronto definitivo com Mar-Vell! Em The Avengers #125 – 1974, 1º Volume (A Saga de Thanos #02) de Steve Englehart, John Buscema e Dave Cockrum, os Vingadores, formados por Capitão América, Thor, Visão, Feiticeira Escarlate, Espadachim, Mantis e Pantera Negra enfrentam as tropas multi-raciais de Thanos e conseguem derrotá-las depois de destruírem o tradutor universal que permitia que elas se comunicassem numa linguagem comum. Captain Marvel #33 (Heróis da TV #15 e A Saga de Thanos #02) de Jim Starlin & Steve Englehart, Jim Starlin e Klaus Janson, apresenta o confronto final entre Mar-Vell, o guerreiro escolhido para defender o universo e seu algoz supremo, Thanos. Mas Mar-Vell não combate sozinho, já que tem a providencial ajuda de Drax. Quase se sacrificando, o herói cósmico kree destrói o cubo cósmico numa estonteante contagem regressiva e consegue derrotar o vilão. Estava encerrada a primeira investida de Thanos. :: E com vocês... Warlock! Semelhante a Star Wars, que teve um coadjuvante de luxo quase como astro principal na figura de Luke Skywalker, mas sendo o verdadeiro astro Anakin Skywalker, o Darth Vader, A Saga de Thanos também teve um segundo herói para absorver a atenção dos leitores enquanto Jim Starlin brincava com Thanos: Warlock. Warlock é uma criação conjunta de Stan Lee, Jack Kirby, Roy Thomas, Gil Kane e Jim Starlin, sendo que cada um contribuiu para o personagem. Não estranhe, mas John Constantine da DC Comics também tem uma lista grande de criadores. Originalmente Warlock era “A Criatura do Compartimento 41” o primeiro ser humano sintético apresentado em Fantastic Four #66-67, 1º Volume – 1967 (A Saga de Thanos #03, Ed. Abril, 1992). Lá já estava o famoso casulo que seguiria o personagem. A história é de Jack Kirby & Stan Lee, Jack Kirby e Joe Sinnott. Em The Mighty Thor #165-166, 1º Volume – 1969 (A Saga de Thanos #03) de Kirby & Lee, Kirby e Vince Colletta, “A criatura do compartimento 41” ressurge resgatada do espaço e assume o nome de “Ele” querendo desposar Sif, então namorada de Thor. “Ele” é derrotado diante da fúria de Thor e só retornaria na década seguinte. Em Marvel Premiere #01 – 1971 (A Saga de Thanos #03) Roy Thomas, Gil Kane e Dan Adkins usam o Alto Evolucionário para fazer uma nova Terra chamada de Contra-Terra pelo cientista, e ele resgata “Ele” e finalmente temos o nome pelo qual o personagem ficaria conhecido: Warlock – em breve uma nativa da Contra-Terra forneceria o primeiro nome, Adam. Com a falha da tentativa de criar uma Terra pura, Warlock recebe uma jóia espiritual do Alto Evolucionário e parte para o planeta para enfrentar a personificação do mal, o Homem-Fera (Marvel Premiere #1-2; Warlock #01-04, 1972; A Saga de Thanos #03; Warlock #05-07, A Saga de Thanos #04, Ed. Abril, 1992). Em Warlock #08, de Mike Friedrich, Bob Brown e Tom Sutton, há o confronto final entre Warlock e Homem-Ferra, que graças ao cancelamento da série, é transferido para The Incredible Hulk #176-178, 2º volume, 1973 (A Saga de Thanos #04, Ed. Abril), de Gerry Conway e Tony Isabella, Herb Trimpe e Jack Abel. A saga imodestamente faz referências à história de Jesus Cristo quando apresenta Adam Warlock como um salvador e antagonista do mal personificado. Ao final Warlock ressurge depois de morrer para enfrentar o vilão e então partir para o esquecimento. Não por muito tempo já que em 1975 na série Strange Tales #178-179 (Heróis da TV #37, A Saga de Thanos #04), por Jim Starlin, Warlock retorna e agora tem que enfrentar um poderoso ser: Magus que tem uma poderosa organização bélico-eclesiástica sob seu jugo. Certamente foi o primeiro esboço das idéias que seriam apresentadas na série Dreadstar com o personagem Lorde Papel e a Instrumentalidade. A partir daí o herói assume a sina de “destruidor de falsos deuses”. É em Strange Tales #179 que surge outro importante coadjuvante da série: Pip, o troll, que logo se torna parceiro inseparável de Adam. Em Strange Tales #180 Warlock adverte Pip que sua jóia espiritual seria “(...) um verdadeiro demônio... um monstro assassino que eu preciso destruir!” E ao tentar retirá-la, Adam é tomado por dores lancinantes. Na edição seguinte surge a ameaçadora Gamora, cujo mestre ordenou que ela auxilie Warlock contra Magus. No final de Strange Tales # 181, finalmente confirmam-se as suspeitas de que Magus é um alter-ego de Warlock! Magus é latim de “mago” e Warlock é inglês para “feiticeiro”, “bruxo” ou mesmo “mago”. Com o sucesso da série de aventuras em Strange Tales, Warlock volta a ter uma série regular em 1975, continuando a numeração anterior. No #09 (Heróis da TV #41 e A Saga de Thanos #05, janeiro de 1993, Editora Abril), Warlock descobre toda a verdade sobre Magus e é re-introduzido no Universo Marvel o vilão Thanos! A história de Magus é meio rocambolesca, mas, dentro dos padrões, crível. Warlock em algum momento do futuro enlouquece e ressurge cinco mil anos no passado iniciando uma gigantesca organização. Thanos força Warlock a fazer uso da jóia espiritual, já que o herói temia usar a “vampira de almas”, e em Warlock #10-11, enquanto o vilão enfrenta Magus, Adam limpa a sua trilha do destino que o tornaria Magus e elimina o vilão da existência! Ao eliminar o vilão sua influência e seus principais feitos também somem restando apenas Thanos, Warlock, Pip e Gamora com lembranças. Dois anos depois a série de Warlock já não ia bem das pernas e Jim Starlin recebe dois anuais de 1977 para encerrar a trama do herói cósmico com chave de ouro: The Avengers Annual #07 e Marvel Two-In-One Annual #02, publicados originalmente no Brasil no clássico Grandes Heróis Marvel #01, Editora Abril. Um chamado cósmico reúne os Vingadores (Capitão América, Fera, Thor, Visão, Feiticeira Escarlate, Homem-de-Ferro) Serpente da Lua e Capitão Marvel (Mar-Vell). Une-se a eles Adam Warlock que jura vingança a Thanos que tomou posse de 5 jóias espirituais e absorveu energias da jóia de Warlock enquanto auxiliava-o contra Magus. Com uma gigantesca jóia sintética, Thanos deseja oferecer à sua amada a destruição de todas as estrelas do firmamento! O genocídio cósmico! Os heróis invadem a nave de Thanos e numa batalha com o titã Warlock morre, tendo sua alma absorvida pela jóia espiritual com ele próprio vindo do passado no momento em que limpou sua trilha do destino – 2 anos antes. Thor e Homem de Ferro destroem a jóia sintética e Thanos foge. Em Marvel Two-In-One Annual #02, o anual do título de encontros do Coisa, Homem-Aranha (que também tinha um título de encontros mas era chamado de Marvel Team-Up) tem visões de que Thanos tomou posse da jóia espiritual de Warlock momentos depois de sua fuga e pretende satisfazer seu amor com a destruição do nosso Sol! Sendo manipulado por Mestre Ordem e Lorde Caos, Ben Grimm, o Coisa e Homem-Aranha vão ao espaço e envolvem-se na trama, libertando os heróis para um grande confronto contra o nosso astro principal. Diante da derrota dos heróis, o Aranha é manipulado e liberta Adam da jóia apenas para transformar Thanos em uma estátua e retornar para seu descanso no mundo utópico dentro da jóia. Thanos estava novamente derrotado e muitas primaveras transcorreriam antes que ele voltasse. Neste meio tempo Jim Starlin fez para o selo Epic, Dreadstar, um personagem cujos direitos pertencem ao seu criador, e certamente influenciou toda uma geração e abandonou a editora indo para a First com seu personagem, não antes de matar o Capitão Marvel na primeira graphic novel da Marvel (que está merecendo uma republicação no Brasil, ouviu Panini Comics?). Starlin trabalhou na DC Comics em Batman, The New Adventures (como era chamada a série Batman então) logo após a reformulação em 1986, feita por Frank Miller. O artista desta fase foi Jim Aparo. Neste período produziria entre outros As Dez Noites da Besta e A Morte de Robin. Fez também a saga da Aberração Cósmica, que uniu Superman e a Liga da Justiça, na fase de transição para Internacional, e Batman – O Messias. Destaca-se deste período a excelente minissérie Odisséia Cósmica com arte de Mike Mignola. Na Marvel, Warlock, Capitão Marvel e Thanos continuavam mortos, mas um velho conhecido dos leitores ganhava sua terceira série, Surfista Prateado. Mas isso é um longo assunto...
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Grandes Heróis Marvel #1 (Editora Abril)
Strange Tales #178: o retorno de Warlock
 
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