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24/11/2003
MATÉRIA: TRANSFORMERS - CYBERTRON ESTÁ SE REERGUENDO!
Por: x
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Após dezesseis anos longe das bancas brasileiras, os TRANSFORMERS retornam em uma nova série de quadrinhos pela Panini Comics despertando o saudosismo dos fãs. A espera foi longa, mas finalmente terminou! Já está nas bancas de São Paulo e Rio de Janeiro a revista TRANSFORMERS pelo convidativo preço de R$ 1,99! Prevista inicialmente pra ser lançada em setembro, a revista teve um pequeno atraso na sua distribuição, aumentando ainda mais a expectativa pelo lançamento. Mas logo no começo de outubro, chegou a tão aguardada primeira edição com 28 páginas. A distribuição da revista está sendo feita por fases - conforme a Panini também faz com outros títulos que publica – com os demais estados tendo que aguardar mais um pouco até o lançamento. A revista traz a aclamada série TRANSFORMERS: Generation One, lançada em 2002 pela até então desconhecida editora americana Dreamwave e que surpreendeu o mercado de quadrinhos com a quantidade de pré-vendas feitas pela internet. Até mesmo a própria Dreamwave se assustou um pouco com o sucesso antes de aproveitá-lo. Sendo primeira edição ainda seria plausível uma venda tão boa. A aposta é que a revista seria um fenômeno passageiro, mas que não iria durar no topo por muito tempo. Mas a regularidade na qualidade das histórias manteve Transformers no topo e deixou todos os títulos Marvel e DC pra trás dando início a uma febre de saudosismo dos anos 80. A partir daí o sucesso de marcas dos anos 80 prosseguiu com o retorno de He-Man, Tartarugas Ninja, Comando Em Ação, Thundercats, entre outros, quase todos disputando as primeiras posições no ranking das HQs mais vendidas com as tarimbadas revistas do mercado como X-Men e JLA. TV, BRINQUEDOS, CINEMA...TUDO A FAVOR! Com o sucesso de um produto, eis que outro produto ganha força e assim, fortalece a marca. Pois, Transformers tem sido uma marca de sucesso não apenas pela série de quadrinhos, mas também pelos outros produtos na lista dos mais vendidos, principalmente os brinquedos. Os sites de leilões na internet como o Ebay ferveram nos últimos anos com a venda de Transformers desde antigos até os mais novos e também muitos itens raros. Colecionadores do mundo todo têm comprado e vendido robôs e muitas lojas já sabem que Transformers é um item quente. Esse foi o fator definitivo para o retorno dos fãs da série e conseqüente aumento na procura. Não demorou muito para a partir daí se criarem pela internet fóruns, listas de mail e salas de discussão do assunto. Com isso, formaram-se comunidades, clubes e organizaram-se convenções. Na televisão, apareceram as recentes séries TRANSFORMERS: A NOVA GERAÇÃO, seguida de TRANSFORMERS: ARMADA – ambos passando no Brasil pelo canal de TV a cabo FOX KIDS – que trouxeram com elas uma nova linha de brinquedos de sucesso conquistando os colecionadores marmanjos e encantando as crianças do mundo todo. Aqui no Brasil, a linha de brinquedos de Transformers vem desde os anos 80 sendo trazida pela Brinquedos ESTRELA. Infelizmente, os preços que esses brinquedos vêm sendo lançados nas lojas têm sido exorbitantes e com a pirataria rodando pra todo lado, com preços acessíveis e qualidade próximas a dos originais, a tendência é que os brinquedos permaneçam nas prateleiras. Aproveitando a coqueluche da marca, foi anunciado esse ano o sonho de todo e qualquer fã da série, principalmente dos mais antigos: um filme live-action com os heróis de Cybertron! Esse filme será produzido pela Angry Films e terá mãos talentosas envolvidas na produção, como Tom de Santo (X-Men) e Don Murphy (Do Inferno). Por ora, o filme está em fase de pré-produção, mas a Hasbro já anunciou recentemente que o lançamento do filme deve acontecer até 2005. O lançamento do filme deve ser o passo definitivo pra colocar a marca Transformers mais no topo do que jamais esteve antes. TRANSFORMERS EM QUADRINHOS NOS EUA Durante o auge do desenho animado na década de 80, era de se esperar que logo fosse lançada também uma revista em quadrinhos dos Transformers. E assim foi. A jornada dos robôs de Cybertron nas HQs começou em Setembro de 1984 com o lançamento de Transformers #1 – a primeira parte de uma minissérie de 4 edições, como está escrito na capa – pela Marvel Comics. Só que a revista não foi apenas uma minissérie e durou 80 edições nos EUA. Tanto a série dos quadrinhos como a da televisão sempre sofreram influência direta da necessidade da Hasbro de lançar novos brinquedos. Porém, cada uma tomou seu rumo no que diz respeito a origens e cronologia. A revista em quadrinhos trazia histórias um tanto quanto diferentes do desenho da TV e desenvolvia personagens de forma particular. Alguns personagens que tinham destaque no desenho, como Iron Hide e Starscream, não eram tão importantes nos quadrinhos e outros que não tinham muita oportunidade na televisão – como, por exemplo, o estrategista Decepticon Shockwave - foram bem desenvolvidos ao longo das revistas. Com o passar das edições, surgiram até mesmo robôs que jamais tiveram sua versão nos brinquedos como o Autobot Emirate Xaaron e o cruel carrasco Decepticon Straxus. Os quadrinhos também tiveram seu próprio universo de personagens humanos coadjuvantes o que o separa definitivamente da série televisiva: Spike, o garoto amigo de Bumblebee (o famoso fusca amarelo) e seu pai Sparkplug foram substituídos pelo mecânico Bob e seu filho, o estudante Buster Witwicky, namorado de Jesse. Outros coadjuvantes humanos tiveram muita importância no decorrer das histórias como o milionário G.B. Blackrock, o TAAR (Time Anti-Robô de Ataques Rápidos criado pelo governo americano pra destruir os Transformers) e a fatal Rompe-Circuitos - uma mulher amargurada que ficou paralítica após um ataque Decepticon e utilizou seu intelecto para criar um exoesqueleto que não só lhe devolvesse os movimentos como também lhe permitiria voar. Sua motivação seria "fritar" todos os Transformers sem fazer distinção entre eles. Ainda durante a série, tivemos a presença de um ilustre super-herói: o amigão da vizinhança Homem-Aranha aparece logo na terceira edição (com seu uniforme negro de Guerras Secretas) ajudando o Autobot Gears contra os Decepticons. Ao contrário do que acontecia nos desenhos animados – em que os Autobots eram até mesmo celebrados com uma parada pelos humanos – a revista trazia uma indiferença dos humanos quanto ao fato de quem era Autobot e Decepticon e todos os Transformers acabavam sendo atacados ou considerados iguais. Os ataques eram até compreensíveis, uma vez que os Decepticons atacavam com violência fazendo muitas vezes chacinas em seus ataques a usinas. Outro fato interessante foi Grimlock, líder sem cérebro dos Dinobots no desenho animado, acabar virando líder dos Autobots nos quadrinhos depois da suposta morte de Optimus Prime. Ao longo das edições, muitos personagens foram sumindo e muitas histórias tiveram que ser criadas devido ao surgimento dos novos brinquedos e isso atrapalhou o enredo que por vezes se mostrava confuso. Na edição 75, acontece o clássico combate em Cybertron entre os Transformers e Unicron em que Optimus Prime derrota Unicron usando a Matriz de Criação – fato que não aconteceu no filme, mas que todos gostariam de ter visto. A edição comemorativa teve maior número de páginas. A aliança Autobot/Decepticon para derrotar Unicron terminou e a história se prolongou por mais cinco edições com a conclusão da saga no número 80. Algum tempo depois, foi lançada a série Transformers Generation 2, que apesar de trazer uma arte meio estranha agradava no roteiro. Essa revista durou apenas 12 edições e encerrou o ciclo de quadrinhos Transformers em 1993. TRANSFORMERS EM QUADRINHOS NA INGLATERRA O que muita gente não sabe a respeito dos quadrinhos é que na Inglaterra houve muito mais quadrinhos Transformers do que nos EUA. No início, a revista Transformers UK – publicada pela Marvel UK – foi lançada apenas reeditando histórias já publicadas nos EUA. Depois, começou a produzir suas próprias histórias, sem fugir da cronologia. A revista que tinha um número de páginas reduzido chegou a ser semanal e durou 336 edições, sem contar os anuais de capa dura, formato livro. E foi nas revistas de Transformers UK que surgiu um roteirista de nome pouco conhecido do público em geral, mas idolatrado pelos fãs da série: Simon Furman. Considerado um papa quando se fala em Transformers, Furman fez arcos de histórias tão bons, que acabou sendo chamado para dar seqüência também à série americana, sendo o responsável pela conclusão da saga. Esse mesmo Simon Furman é convidado pra todas as convenções de Transformers, além de estar escrevendo histórias pra novas séries da Dreamwave como forma de reconhecimento do contato do escritor com os personagens. Hoje em dia, as antigas edições de Transformers – tanto as americanas quanto as inglesas - vêm sendo trazidas em coletâneas pela Titan Books e podem ser encontradas pra venda em sites como o Submarino.
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