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15/10/2007

FIQ começa nesta terça, dia 16

Começa amanhã o 5º FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – em Belo Horizonte. O evento tem entrada franca e começa nesta terça, dia 16, indo até 21 de outubro. De terça a sábado, o horário é das 9 às 22 horas, e domingo, das 9 às 19 horas, na Serraria Souza Pinto.

Um dos maiores eventos relacionados a quadrinhos do país, o FIQ desse ano traz convidados nacionais e internacionais, exposições, oficinas, palestras, debates, mostras de filmes e uma grande feira de quadrinhos. Um dos grandes destaques do evento é a presença de Eddie Berganza, editor sênior da DC Comics. Eddie Berganza participa de um bate-papo com o público no dia 20, às 11 horas. O editor, que disse gostar muito do trabalho de vários quadrinistas brasileiros, espera encontrar novos talentos das HQs aqui e descobrir qual o segredo para o talento brasileiro.

No dia 18, não perca a mesa-redonda Mercado Americano, com a presença do argentino Eduardo Risso, desenhista da premiada série 100 Balas. Ao seu lado, estarão os quadrinistas brasileiros Ed Benes (Superman, Liga da Justiça) e Renato Guedes (Smallville, Supergirl), ambos atualmente trabalhando para a DC Comics, além de Cristiano Bolson (Contagion, Black Jesus).

O público também confere a exposição Os Super-Heróis Estão Entre Nós, que traz trabalhos originais de diversos artistas que se tornaram referências para o universo dos quadrinhos, nomes como Will Eisner, Alex Ross, George Pérez, Barry Windsor-Smith, John Byrne, Tim Sale, Joe Quesada, Dick Giordano, Frank Miller, Mike Mignola, Bill Sienkiewicz, Dave McKean, entre outros, mostram os seus talentos em obras que retratam os maiores ícones dos quadrinhos norte-americanos, como Superman, Homem-Aranha, Capitão América e Batman.

Além disso, o FIQ faz uma homenagem à terra dos mangás, com uma programação temática, integrando a Semana do Japão. O país recebe uma área especial, com as exposições Nouvelle Mangá, que reúne 100 trabalhos de artistas japoneses e europeus deste movimento que constrói pontes criativas entre os quadrinhos do velho continente e da terra do sol nascente; e  Dreamland, que apresenta desenhos, acetatos originais e cartazes de importantes mangás e animês produzidos no Japão. Há ainda mostras individuais do brasileiro Julio Shimamoto, e dos japoneses Yoshihiro Tatsumi e Kan Takahama, que estará presente no festival. Tatsumi, autor do mangá Mulheres e um dos fundadores do Estúdio Gegiká, apresenta 33 obras em sua exposição. Kan Takahama, autora que se destaca pela forma intimista e sensível de retratar seus personagens, traz 13 originais para o Festival.

Autor homenageado do evento, Julio Shimamoto terá uma grande mostra no FIQ, com 120 trabalhos em exposição. Um dos maiores expoentes dos quadrinhos de terror brasileiros, o paulista Shima, como é conhecido, é também o criador do cartaz do evento deste ano e já se enveredou por outros gêneros das HQs, como faroeste, artes marciais, erótico, infantil e histórico.

Saindo do país do sol nascente, outro destaque é a presença dos argentinos, com uma grande exposição com exemplares e material original da revolucionária revista Fierro, importante instrumento de oposição à ditadura desse país, nos anos 1980. O festival recebe os quadrinistas Eduardo Risso, Domingo Mandrafina, um mestre nas nuances do preto e branco, com publicações por toda a Europa; Juan Sáenz Valiente, destaque no mercado francês de quadrinhos e autor da elogiada série SARN; e Carlos Sampayo, radicado na Espanha e autor de Billie Holliday.

Quadrinistas franceses e italianos ocupam parte importante da programação, com as presenças do roteirista Giancarlo Berardi, um dos grandes nomes da Bonelli Comics, autor de Julia – Aventuras de uma Criminóloga; e do premiado artista francês Pascal Rabaté. Dentre as obras deste jovem quadrinista, ainda pouco conhecido no Brasil, destaque para Ibicus, adaptação do livro do escritor Alexis Tolstoi, vencedora de diversos prêmios. Por conta disso, Rabaté participa de uma mesa-redonda, ao lado dos quadrinistas brasileiros Bira Dantas e Marcatti, sobre adaptações literárias. Já o italiano Berardi ministra uma oficina de roteiro no dia 20, às 14 horas. O belga Benoît Sokal, criador do Inspetor Canard, clássico dos quadrinhos europeus, também estará presente. Além dos quadrinhos, Sokal desenvolve um aclamado trabalho voltado para os videogames. 

Além dos estrangeiros, o FIQ traz um grande número de autores brasileiros de destaque. Cartunistas, chargistas, ilustradores, roteiristas, desenhistas, pesquisadores, professores e editores se reúnem durante os seis dias do Festival, debatendo diversos temas importantes para a consolidação e crescimento da arte dos quadrinhos no país e o aumento da sua respeitabilidade artística. Temas como o mercado de quadrinhos, cartuns, educação e quadrinhos, pesquisa, humor, política, ilustrações, entre outros, pautam várias mesas-redondas do evento.

Dentre as presenças, destaque para o ilustrador Orlando Pedroso, também homenageado do FIQ, que recebe uma exposição com o seu nome, reunindo os seus trabalhos mais importantes. Dupla que vem ganhando notoriedade mundial, os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, criadores da revista 10 Pãezinhos, também dão nome a uma exposição, com 30 trabalhos originais, feitos entre 2001 e 2007.

Destaque também para o estande do Quarto Mundo, uma iniciativa de quadrinistas, roteiristas e artistas gráficos independentes, de vários pontos do país. Sideralman, Garagem Hermética, Quadrinhópole, Dinossauro do Amazonas, Heróis Brazucas, Café Espacial, Jukebox, O Contínuo e Isto não é uma Revista de Terror são algumas das revistas independentes que estarão no estande.

O festival conta ainda com as exposições 30 Anos de Independência: Meia Sola, Vapor e Outros Bichos, que relembra artistas referenciais da contracultura em Minas Gerais; O Que é o Brasil, que reúne trabalhos de 52 quadrinistas brasileiros sobre diferentes aspectos da brasilidade; Quadrinhos Infantis, que mostra 28 obras dos quadrinistas Chantal, Luke, Duke, João Marcos, Laerte, MZK, Quinho e Guga Shultze; BH, a Grande Cidade, na qual quadrinistas mineiros criam histórias focadas na capital e seus detalhes; Todos os Sentidos, dedicada a pessoas com deficiência, com painéis com textura em alto-relevo, inspirados na Turma do Xaxado, criação de Antônio Cedraz, que estará presente; Sérgio Macedo, que traz trabalhos do autor do álbum Xingu!; e Oscar Niemeyer, 100 Anos, que homenageia o centenário do mestre da arquitetura com obras de diversos artistas nacionais e internacionais renomados.

O 5º FIQ é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e da Editora Casa 21, com patrocínio da Usiminas e da Oi. Para maiores informações, visite www.fiqbh.com.br.



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